[51] time to suffer

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JIMIN

As luzes fortes batem em meus olhos assim que entramos no hospital. Os homens de branco entram com uma maca. Encaro a garota loira, de olhos fechados, pele pálida e pulsos ensanguentados. A minha garota.

— Lisa... — sussurro, tentando levantar mas aí sinto alguém chegando perto de mim. Jungkook se coloca de cócoras em frente a minha cadeira de rodas.

— Jimin... você está bem? — ele pergunta preocupado.

— Como você conseguiu andar? — Jin fala encarando a bala em meu braço e o sangue em minha perna.

Meus amigos se aproximam me bombardeado de perguntas. Eu apenas respiro fundo tentando me acalmar.

— Eu... eu não sei... — falo olhando em volta.

— Os médicos estão vindo... eles vão tratar de você... — Jin sorri fraco, fazendo carinho em meu cabelo.

Vejo Jennie sentada em uma cadeira na sala de espera, afastada de todo o mundo. Ela encara o chão fixamente, sem piscar. Ela deve estar sofrendo muito. Lisa é sua melhor amiga. Sua irmã.

— Jiminie... — Jungkook me chama. — Quem atirou em você? Foi o Kim?

— S-sim... sim, foi ele. Depois que vocês explodiram a bombinha, eu tentei escapar com vocês. Mas os caras me agarraram e me levaram até uma sala fria e escura... — ele me ouve com atenção. — Aí depois de muitos joguinhos mentais, depois de muita tortura... — encaro o corte fundo em minha perna. — Ele atirou em meu braço.

— Eu não entendo. — ele fala. — Se ele queria matar você porque não atirar logo na cabeça ou no coração? Ele sabia que nunca iria conseguir matar você com um tiro no braço.

— Você não entende? Ele não queria matar a gente. Ele queria nos ver sofrer, por isso que ele foi atrás de pessoas importantes para nós, tipo seu pai e a Lisa. — falo e ele apenas baixa o olhar. — Desculpa, eu já fiquei sabendo do que aconteceu. Eu sinto muito, Kook.

— Não sinta. Meu pai deixou bem claro em suas últimas palavras que eu não era importante para ele, então ele também não é importante para mim. Não mais. — ele fala. — O importante é que você acabou com aquele embuste nojento.

— É. Eu não me arrependo, sabe? Eu posso ir preso, e passar lá minha vida toda, mas eu não me arrependo de ter morto o filho da puta que pode ter acabado com a vida da minha namorada. — falo com os olhos marejados.

— Ei, não... olhe para mim.— ele me encara. — Lisa vai ficar bem, tá? Você tem que acreditar.

— Ela perdeu tanto sangue, Kook... você não viu o sangue pingando? Era muito... — falo sentindo lágrimas quentes molhando minha cara.

— Eu vi sim. Mas ela pode receber uma transfusão de sangue e ficar bem. Por favor, Jimin, acredite.

Eu apenas encaro ele, assentindo. Ele suspira e me puxa para um abraço, ao qual eu correspondo.

Alguns minutos mais tarde, os médicos chegam me levando com eles.

JENNIE

— Jen? — pulo um pouco na cadeira, quando ouço uma voz do meu lado.

— Ah, é você. — suspiro vendo BamBam.

— Como você está? — ele pergunta.

— Bem... — falo fixando meu olhar no chão de novo.

— A gente pode não se conhecer há muito tempo mas eu consigo identificar quando você está bem e quando não está. — ele fala. — Ei... A Lisa vai ficar bem. Eu prometo.

— Não faça promessas que você não tem certeza. — falo com os olhos marejados.

Ele apenas suspira, me abraçando. Enterro minha cabeça na curva de seu pescoço permitindo que um pequeno soluço me escapasse. Eu estava mesmo precisando disso.

— Eu... eu não imaginei que você se preocupava comigo... — falo limpando as lágrimas.

— Onde você foi buscar isso?

— Sei lá. Eu achei que você só me queria para sexo. — falo e ele suspira me encarando.

— Jennie... você é muito mais para mim do que apenas um brinquedo. Eu te quero, sim, mas não apenas para sexo. Eu te quero para muitas mais coisas... e uma delas é... — ele se aproxima ligeiramente. — para te amar.

Encaro ele sem saber o que falar. Seu sorriso branco e brilhante me deixa completamente imóvel. Ele se aproxima e roça seus lábios nos meus, mas de repente nos assustamos com algo.

Olho em volta vendo de onde veio o barulho. Vejo Jungkook nos encarando furioso, com uma garrafa de água de plástico vazia e completamente deformada em sua mão. Esse foi o barulho. O barulho da garrafa sendo apertada. Mas principalmente o barulho dos ciúmes de Jungkook.

— Bom... eu estou indo na cafetaria. Você vem? — pergunto ao loiro em minha frente.

— Claro. — nos levantamos saindo dali.

Isso não é minha culpa. Jungkook só está vendo o que ele próprio provocou. Ele que falou para eu me afastar dele e seguir em frente. É o que eu estou fazendo. Eu sofri muito por ele. Agora é sua vez de sofrer.

alone × pjmHistórias para pegar e não largar. Descubra agora