[83] falling ground

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Jin.

Jin se estende no chão, quase fechando seus olhos, com uma grande mancha de sangue em seu abdômen, e uma poça vermelha em sua volta.

— Jin... — me arrasto até ele imediatamente sentindo meus olhos marejados.

— E-eu estou b-bem... — ele fala com dificuldade.

— N-não, não você não está! — grito sentindo o pânico me atingindo.

— Jin! — Namjoon entra na sala, se baixando para ficar ao nosso nível. Jungkook entra seguidamente, se baixando também.

— Lisa... — Jin me chama. — Eles... eles fugiram...

— Não interessa. O que interessa é você. — falo imediatamente.

— Namjoon está aqui comigo. Jungkook também. — ele fala. — Por f-favor... você e o Jimin... vão.

— Jin, não.

— Por favor. Eles te fizeram tanto mal... a você e à Jisoo... por favor... não deixe eles escaparem. — ele implora.

— Lisa... — Jimin me chama.

— Eu não posso... — sussurro, vendo a camisola de Jin se manchar cada vez mais.

— Lisa, vai. — Jungkook fala, tirando seu casaco e colocando sobre o local ferido de Jin.

— Mas...

— Vai! — ele grita e Jimin apenas agarra minha mão, me levantando.

Ainda hesitando, abandono a sala com Jimin, sentindo uma enorme culpa em minha consciência.

— O carro de Sehun fica no parque, como o meu temos que ir para lá. — Jimin fala e agarra minha mão, me fazendo correr mais rapidamente.

Alguns minutos depois, chegamos no parque, vendo um carro preto arrancando a alta velocidade. Entramos no carro de Jimin, arrancando também, vendo de imediato um carro policial nos seguindo.

— Jimin... o Jin... — falo para o garoto que não tira os olhos da estrada e cada vez acelera mais, perseguindo o carro preto.

— Ele vai ficar bem.

— E-ele estava... estava sangrando muito.

— Lisa... todo o mundo ficou com ele. Ele está indo para o hospital o mais rápido possível. — ele fala tentando soar calmo. — Ele vai ficar bem, a gente vai ficar bem... tudo vai ficar bem.

— Eu gostava de acreditar nisso...

— Acredita em mim.

— Eu... eu acredito. — sorrio levemente. — Você conseguiu, Jimin.

— O quê?

— Você conseguiu a confissão deles. — falo arrancando um pequeno sorriso do loiro.

— É... eu consegui.

Seu sorriso desaparece quando o sinal de falta de gasolina começa piscando.

— Merda! — ele fala nervoso.

— Jimin, você está indo depressa demais.

— Eu preciso, Lisa!

— Por favor, abranda.

— Eu não posso!

— Abranda! — grito vendo o ponteiro da velocidade rodando cada vez mais.

— Se eu abrandar a gente vai perder eles!

— Se você não abrandar a gente vai morrer!

Meu grito parece ter sido em vão, pois assim que o carro preto entra em uma rua deserta no meio de duas florestas, Jimin acelera ainda mais.

— Jimin, para o carro!

— Lisa, cala a boca! — ele grita, nervoso.

— Se você não parar o carro, eu abro a porta e salto! — ameaço.

— Você é louca?!

— Faz o que eu disse! — grito, agarrando a porta, pronta para abrir esta.

Meu olhar se prende em uma placa cor de laranja, que avisa sobre o perigo de derrocada, devido às construções ainda sendo realizadas.

Jimin parece notar a placa também, pois seus olhos se arregalam e sua respiração se descontrola.

Antes que eu possa gritar, o carro preto, que vai um pouco à frente do nosso, se aproxima demasiado da obra. Um tremor no chão é sentido, me fazendo soltar um grito e agarrar o banco do carro.

— JIMIN, PARA O CARRO! — grito em pânico.

Meu coração quase para quando vejo o chão se desmoronando a alguns metros de nós. O carro preto tenta travar, mas o chão já quebrado em pequenas porções, se desmorona levando o carro a cair em um abismo, provocado pela derrocada.

— JIMIN! — grito sentindo todos os meus órgãos tremendo.

Fecho os olhos com força e me agarro na parte de trás do banco preparada para cair também.

Mas de repente, sinto um movimento brusco, me fazendo abrir os olhos.

Jimin desvia o volante entrando por uma floresta cheia de árvores pelo meio. Meu coração quase sai disparado pela boca, enquanto Jimin tenta se desviar das árvores.

Vejo uma grande subida de terreno a alguns metros e antes que Jimin possa parar, o carro passa por cima da porção de terra, tombando assim para o outro lado da terra.

Fecho os olhos sentindo meu corpo virando ao contrário. Um grande estrondo é ouvido quando o teto do carro bate no chão, fazendo alguns vidros se partirem, e meu cinto de segurança se soltar, me fazendo desabar contra o teto.

Sinto uma forte dor em meu pescoço e cabeça, e sem conseguir abrir os olhos, acabo por perder os sentidos.

alone × pjmOnde histórias criam vida. Descubra agora