-Lúcio...Acorde!
Lúcio ouviu o tio chamando por ele mas ele ainda estava sonolento. Abriu um dos olhos e automaticamente voltou-se a fechar. Isso acontecia sempre quando ele deitava-se tarde.
-Vá lá rapazinho, levanta-te.- O tio aplicou-lhe algumas palmadas e sacudiu-o. E, assim ele acordou de vez. Ele rolou de um lado para o outro da cama e pegou no relógio que estava na cabeceira da cama.
-Ham,o que foi tio? – Lúcio perguntou olhando para o relógio - Já são horas?
Ele teve dificuldade em ver as horas porque os olhos dele estavam cheios de sono ainda. Quando pôde ver com clareza ele saltou da cama para o banheiro. Ele viu-se no espelho e pegou na escova. E, passou a pasta de dente na escova. Depois de ter lavado os dente, ele toma um banho rápido e veste para tomar café.Ele desceu às escadas na velocidade da luz e só deu tempo para pegar num pão e beber um gole de leite.
A distância da sua casa para a escola não era muito longa então ele preferia ir a pé. Ele andava nos passos acelerados e firmes pela rua e não viu nenhum outro estudante por perto. Isso significava que ele estava mesmo atrasado. De súbito, ele apanhou-se à pensar no pesadelo que tivera na noite passada:
"Ele caminhava num ambiente escuro e húmido. Era uma floresta. Os seus passos afundavam na lama e folhas mortas. Ele olhou ao redor mas não havia ninguém, nem animais e sem barulho. Ele continuou até que ouviu uma voz chamando por ele.
-Quem esta ai? O que queres de mim? – Ele indagou ainda sem ver ninguém.
-Eu vim acertar as contas contigo, vim tomar o que é meu - a voz masculina soou por toda a floresta deixando-lhe arrepiado.
Nesse momento o corpo de Lúcio deformou – se. As suas mãos começaram a ficar tão pretas como petróleo bruto e essa aparência o envolve por completo. E o seu corpo foi consumida pelo fogo que apareceu do nada." Esse era o que pesadelo que ele vem tendo todas as noites.
Lúcio andou tão depressa que quando deu conta , ele jà estava no portão da escola. Ele perdeu a primeira aula o que não era de costume dele. Ele foi para o pátio da escola procurando pelo Hugo, o seu melhor amigo. Havia um certa agitação no espaço, alguns estudantes andando de um lado para o outro, os populares tentando serem perfeitos e os imbecis sendo imbecis." Mal posso esperar o ano que vem para eu entrar na universidade e me livrar de tudo isso".- Lúcio pensava.
- Hei, Lúcio venha cá. – Era o Hugo chamando por ele no pátio.
Lúcio virou-se e viu ele na ala dos não populares ao lado de uma linda menina que chamou-lhe atenção. Era mesmo linda! Quando ele aproximou mais dos dois ele teve a certeza que já tinha visto aquela face antes. Aqueles olhos encovados, as sobrancelhas arqueadas e os lábios carnudos não eram-lhe desconhecidas. Lucio pôde ter certeza quando chegou neles. Ele ficou surpreso quando viu que era a Mariana, um amiga de infância que estava fora do país.
- Oi Hugo. Oi Mariana lembras-te de mim?
Ela tinha ficado mais bonita mas tinha a mesma cara alongada de sempre e os cabelos compridos.
-É claro que sim magrelo.
-Eu tive saudades tuas. Como vão os teus pais?
-Estão ótimo.
Nesse ínterim o sinal toca.
-Bom pessoal, eu vou indo tenho aula agora - Hugo despediu-se interrompendo a conversa.
Os dois amigos de infância vão a cantina conversando e relembrando as sua travessuras que fizeram quando crianças. Marina percebeu que o amigo não era mas aquele miúdo chorão que conhecia mas sim um lindo e interessante adolescente.
- Vou estudar aqui a partir de amanha e vamos nos ver todos os dias magrelo.
- Que ótimo
Os dois amigos de infância foram até a cantina e conversaram por alguns minutos. Havia muitas coisas que eles queriam compartilhar um com o outro. O tempo passou mas eles ainda tinham aquela afinidade que tinham quando crianças.
Mais tarde quando as aulas terminaram Lúcio saiu que nem foguete como fazia todos os dias. Caminhava aos passos longos passos desejando chegar à casa e comer um delicioso almoço que certamente o tio prepararia. Virou à esquina na farmácia e continuou caminhando. Havia um misterioso homem em frente à cafetaria.
Este trajava uma veste preto acompanhada por uma capa também negra que quase varia o chão. Ele calçava uma bota, também negra é claro, onde o pé da calça entrava fazendo a calça parecer menos larga. A camisa tinha mangas compridas até o punho. O design das vestes eram tão medievais que só poderiam ser vestidas para representar um mago numa peça de teatro fantástica.
O Lúcio fitou os olhos no homem por algum tempo até ser descoberto por ele. O homem olhou para ele com os seus grandes olhos e levantou a sua sobrancelha ligeiramente angulosa. Ele tinha os cabelos longos e acastanhados, o que deixava-o mais ridículo. Ele pareceu surpreso ao ver Lúcio e veio ao seu encontro. O jovem percebe e sai andando, fugindo do tal sujeito maluco. Porem ele não distanciou muito já que o homem andava rápido. Sim, ele estava perseguindo-o. Lúcio percebeu tal fato e saiu em disparada. Ele pegou um rua movimentada e quando olhou para atrás viu o sujeito ainda atrás dele. Que rápido! – Ele pensou.
O homem mesmo vestido daquela forma não atraia atenção das pessoas. Talvez porque as pessoas estavam demasiadamente preocupados com os seus problemas e não ligavam as coisas fúteis. Todavia aquilo deveria causar impressão: um homem vestido ridiculamente correndo pela rua. Lúcio almejava alcançar um autocarro na paragem e deixar o sujeito comendo poeira. Contudo o homem estava muito perto dele. Lúcio chegou na paragem, subiu no autocarro dando um salto e sentou-se. O sujeito ficou para trás. Lúcio o colocou a cabeça fora e viu o homem observando o autocarro até este virar à esquina.
Lúcio não compreendeu a razão pelo qual o homem estava perseguindo ele, talvez fosse esse o significado dos seus sonhos ou talvez o individuo era apenas um maluco.
"Vim buscar o que me pertence ", o que isto significa? -pensava ele - E se o homem estiver esperando por mim amanha quando eu for para a escola?
Ele encostou a cabeça e abriu um sorriso lembrando do que tinha-lhe ocorrido.
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Magicalls
FantasiaExistem pessoas usuárias de magia que vivem entre nós desde os primórdios da humanidade - os Magicalls, porém aqueles que não usam magia desconhecem a existência destas. A descoberta deste fato poderá causar uma Guerra entre Magicalls e os Não-Magic...
