Capítulo 31

5.5K 471 28
                                        


...

- Ah, eu só acho os médiuns interessantes. Os seus poderes e a capacidade para ver as coisas... E eu quero saber o que é verdadeiro e o que é falso.

- Sinto que esconde alguma coisa, Laura, saiba que pode confiar em mim para qualquer coisa.

Ele me olha intensamente. Parece que ele lê meus pensamentos...

- Eu vou lhe passar uma lista de livros relacionados sobre esse assunto. Se você tiver alguma pergunta específica que não obteve resposta, não hesite em me procurar.

Ele caminha até sua mesa e pega uma folha em branco. Com a mão ágil ele começa a escrever.

Fico feliz que ele seja tão disposto em ajudar os alunos, não é qualquer professor que é assim.

Ele estende o papel dobrado para mim e eu o pego sorrindo.

- Obrigada, mesmo!

Ele acena com a cabeça.

- Cuide-se Laura. Esse poder pode deixar vestígios mesmo para aqueles que pensam em ter força para assumi-los.

Ele...sabe quem eu sou?

Fico em completo silêncio olhando para ele. Não posso contar para ninguém.

- Vejo você na próxima semana, Laura. Não esqueça de estudar.

Eu aceno para ele e saio praticamente no automático.

Eu decido ir até a cafeteria me encontrar com Sarah.

Quando chego lá vejo ela sentado com um grupo de pessoas. As vezes o quão popular ela é.

Quando ela me vê, imediatamente se levanta e vem até mim, deixando todo mundo confuso.

- Tá tudo bem?

Ela me pergunta quando chega perto de mim.

- Sim, eu conversei com o professor Jones e ele me passou uma lista de livros sobre o assunto.

- Ele parece saber sobre muitas coisas paranormais, magias e essas coisas estranhas, eu acho que vou perguntar a ele sobre as bruxas também...

- Eu vou até a biblioteca, quer vim?

- Me desculpa, eu combinei de sair hoje, amanhã eu prometo que vou com você...

- Sem problemas. Bom,vou indo.

- Tudo bem, nos vemos amanhã, me mande mensagem se descobrir alguma coisa.

Eu a vejo ir embora, saltitante e sorrio.

Passo um tempo pensativa na biblioteca, eu não conseguia me concentrar. Tudo me perturba nessa cidade e eu não sei o que fazer.

Eu sempre fui tão indecisa?

Recapitulando: moro com vampiros, minha melhor amiga que é provavelmente uma bruxa e eu vejo mortos!

Eu gostaria muito de saber o que eu posso fazer além de ver fantasmas.

Ao fechar meus olhos, tento me concentrar que sinto dentro de mim.

Então eu abro meus olhos e olho para todos que estão na biblioteca.

Eu me sinto estranhamente poderosa e sinto como eu pudesse ver cada mínimo detalhe com mais precisão.

De repente, vejo uma forma difusa. É uma jovem mulher. Ela está dobrada sobre um livro e chora copiosamente.

Sua maquiagem escorre sobre sua pele pálida. Quem é ela?

Sinto um calafrio pecorrer minha espinha, estou acostumada a ver fantasmas, mas sempre que vejo é uma surpresa para mim.

Do nada ela levanta sua cabeça e olha para mim.

Ela quer me dizer alguma coisa. Intrigada, me levanto e vou até ela.

O fantasmas parece ter por volta dos vintes anos, suas roupas são estilosas e modernas, o que mostra que ela não morreu a muito tempo.

Quando chego perto dela, escuto ela sussurrando as mesmas palavras repetidas.

- Ainda assim, eu o amei, ainda assim, eu o amei, ainda assim, eu o amei...

Quem ela amou? Ele foi responsável pela morte dela?

Na lateral de sua testa vejo uma greve lesão, certamente causada por um acidente de carro.

Fico triste por ela, meus pais também morreram de acidente e ela parece ser tão nova...

Ela não é mais desse mundo, mas continua chamando o amor dela.

Volto para a realidade e percebo que tem muitos alunos me olhando estranhamente. Estou de pé olhando para o nada.

Eu desvio meus olhos e a jovem some.

Além de abrigar vampiros e bruxas, essa cidade parece abrigar muitos fantasmas!

Não é de admirar que eu tenha chegado aqui.

Recolho minhas coisas e decido ir tomar um ar.

Olho para trás, já na porta da biblioteca e percebo que ela me lembra o Peter. Uma imagem dele lendo para mim o poema aparece e meu coração aperta.

Fecho meus olhos com força e volto a caminhar. Em um dos corredores, escuto uma melodia de piano doce.

É o Peter?

Começo a andar devagar até a sala que a música sai, na expectativa de ser ele.









Is it love? PeterOnde histórias criam vida. Descubra agora