O Jogo

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Acordei com as pernas de Sandy sobre minha barriga.

Ela não ronca, mas em compensação é extremamente espaçosa. Mexeu a noite toda e jogou várias vezes o braço em meu rosto e a perna sobre minha barriga.

Tentei levantar sem que a acordasse.

Quando coloquei o peso sobre minha perna direita senti uma forte dor. Foi quando me lembrei do tornozelo machucado.

Com um pouco de dificuldade, consegui me levantar e ir até o banheiro.

Como o apartamento não é muito grande, só tem um banheiro para compartilhar. Por isso, me atento para conferir se nenhum dos machos está usando-o. Não quero correr o risco de ver 'aquilo' deles, novamente.

Pelas minhas contas, só falta o do Guilherme.

Rio com meu pensamento. Acho que o jeito pervertido do Alex me contagiou.

Espera! Por que pensei em Alex?

— Sai capeta! – Digo dando soquinhos em minha cabeça.

Após confirmar que o banheiro está vazio, entro e faço minha higiene. Para tomar banho foi um sacrifício.

Após me enxugar, visto um vestidinho florido, que molda meu corpo. Suas alcinhas finas garantem o frescor. Sem contar que, como ele é um pouco mais justo no busto, não preciso usar sutiã.

Odeio esse diacho. Só uso porque minha vovozinha disse que eu ficaria com os peitos caídos.

Olho-me no espelho e vejo meu cabelo desgrenhado. Uso a toalha para secar e em seguida penteio.

Meu cabelo é ondulado, mas quando está molhado fica bem alinhado, como se fosse liso.

— Hoje Cê vai é ficar sorto mermo. Num tô com paciência pra ficar fazendo trança não.

Apoiando-me nas paredes, eu saio do banheiro e vou até a cozinha.

Tomo um gole de café e preparo a mesa para o pessoal. Eles devem estar acordando. Todos disseram ter compromisso hoje.

🐎🐎🐎

— O que você está fazendo de pé? – A voz de Sebastian me trás de volta a realidade — Eu disse que era para você ficar descansando.

— Isso aqui num é nada não, homi. – Me viro e fico de frente para ele. — Já tive machucados piores que esse. Ano passado mermo eu tomei um baita tombo do jumento que eu tava amansando e...

— Não me venha com desculpas! Não posso deixar seu machucado piorar. – Ele me pega pelo braço e me faz sentar em uma cadeira e começa a verificar meu machucado. — Tá um pouco inchado ainda. Se fizer esforço, não vai melhorar.

— Eu tô bem, homi. Não sou tão frágil assim, sô.

— Você é muito teimosa, mocinha. – Ele se levanta e me olha por um tempo — Aliás, você está linda.

Sinto meu rosto queimar. Nunca fui boa em receber elogios.

— O...obrigada. – Nem sei como minha voz saiu.

— Bom dia minha linda Débora! – Guilherme vem e me dá um beijo na testa e me deixa ainda mais desconcertada. Creio que me comparar com um tomate maduro não seria exagero.

— E aí, caipira, como tá o pé? – Alex vem até mim e se agacha pegando minha perna e analisando o tornozelo.

Eu nem sei explicar o que tô sentindo. Por que esses machos ficam tocando em mim e me deixando desconcertada?

Eles e Eu... (Concluída)Onde histórias criam vida. Descubra agora