No sábado me levanto, vou para a cozinha o Paulo e a Paty estão sentados, dou bom dia e me junto a eles, Paty coloca café para mim e fala.
- Espero que esteja melhor hoje.
- Acho que só vou ficar bem quando tudo isso acabar – falo dando um gole no café – Paulo como está o Eduardo? – não consigo tirar a imagem dele entrando na lanchonete.
- Eu dei o envelope pra ele – Paulo começa a rodar a xícara em cima do pires ficando quieto.
- E o que ele falou?
- Bem, ele simplesmente deu um soco no carro, ele queria entrar na lanchonete e falar tudo para o Alexandre – ele dá um suspiro – Tive que segurar ele, falei para deixar você fazer do seu jeito, eu prometi pra ele que eu e a Paty grudaremos em você.
- Ele se machucou?
- Não sei, o carro eu sei que amassou.
- Preciso fazer algo para o Alexandre desgrudar de mim – falo preocupada.
- Vou fazer ele beber mais que o normal – Paulo segura a minha mão.
- Não sei se isso vai ajudar – fico desanimada.
- Temos que tentar – Paty me abraça.
Mudo de assunto para ver se esqueço tudo isso.
- Vocês vão sair? – pergunto querendo ficar sozinha.
- Só se você for com a gente – Paty fala rindo.
- Paty, não me leva a mal, mas vocês têm que aproveitar um pouco porque quando eu estiver com o Alexandre, vocês não terão tempo pra namorar – me levanto – Podem ir, vou ficar bem, além do mais tenho que descansar a noite tenho que trabalhar – dou um beijo na Paty – Aproveitem!!!
Volto para o quarto, tento estudar, mas só consigo mexer no caderno, vejo o livro "Eclipse "e me faz lembrar do Eduardo, começo a ler, acho que perdi totalmente a noção do tempo.
Olho pela janela já está escuro, resolvo tomar um banho e me arrumar para ir para FLY.
Na FLY, o Sergio está conversando com o Lucas, vou até eles.
- Queria agradecer, sem você eu não teria vencido – falo olhando para o Lucas.
- Você é talentosa – ele fala rindo.
- Mesmo assim, obrigada.
Vou para o bar porque as pessoas começam a chegar, vejo a turma do Alexandre e noto que o Eduardo está com a mão enfaixada.
Alexandre vem até mim e pede um chope.
- Nem acredito que você é minha – ele passa a mão no meu rosto.
- Alexandre aqui é meu serviço, não posso ficar de namorico – falo querendo sair dele.
- Tudo bem, mas mereço um beijo – ele me beija.
Me afasto.
- Agora chega.
O Eduardo e o Lucas ficam olhando, não demora o Lucas vem conversar comigo, ele se senta no bar pede uma bebida para o barman.
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A existência de um amor
RomanceÉ incrível como uma pessoa consegue passar despercebida durante 4 anos em uma escola, essa pessoa sou eu, Fabiana uma garota de 15 anos que morava em uma cidade pequena, chamada Pedra Azul onde todos se conhecem. Meus pais são separados, como toda s...