TUDO FICARÁ BEM

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 No outro dia acordei e fiquei esperando meu pai, quando ele chegou, ele viu o meu rosto, lógico não tinha como não notar.

- O que aconteceu?

- Fui fazer uma faxina no guarda-roupa, subi na escada e cai batendo na quina da cama.

- Acho bom você ir embora comigo – ele fala me observando.

- Pai, se eu estivesse com o senhor iria acontecer do mesmo jeito – falo irritada.

A campainha toca, Paty atende, é o Eduardo ele entra e se apresenta.

- Sr. Luiz eu sou Eduardo, prazer – ele estendeu a mão.

Meu pai olha para mim.

- Fabiana já comentou sobre você – meu pai mostrou o sofá para ele se sentar.

- Eu vim buscar o senhor e a Fabiana para almoçarmos em casa, quero apresentar minha família para o senhor.

- E posso saber para que tudo isso? – Meu pai fala confuso.

- É que desejo muito namorar a Fabiana e gostaria que fosse da forma correta – Eduardo olha para mim – Com aprovação do senhor.

Meu pai fica em silêncio, ele olha para mim e fala.

- Filha, eu não sei o que é melhor para você, mas gostaria que você fosse feliz, sei o quanto você sofreu por ele – nesta hora meu pai olha para o Eduardo – Se é isso que você quer, por mim tudo bem.

Abraço o meu pai.

- É o que mais quero.

- Bom, acho melhor a gente ir, porque a minha família quer muito conhecer o senhor. Paty, o Paulo está te esperando em casa.

Paty e eu trocamos de roupa rapidinho, fomos para a casa do Eduardo, vou na frente com ele segurando sua mão enquanto ele dirige. Eu estou tão feliz, só queria saber o que meu pai irá decidir sobre a mudança.

Na casa, a família do Eduardo estão esperando por nós na churrasqueira, ele apresenta o meu pai e ficamos ali sentado conversando, quando alguém fala.

- Até que fim fiquei sabendo de uma boa notícia – Roberta me abraça.

- Eu nem acredito que isso terminou, agora só quero saber o que está passando na cabeça do meu pai – falo preocupada.

- Não se preocupe, tudo vai ficar bem – ela ri e vai cumprimentar o meu pai.

Na hora que terminou o almoço, Eduardo pediu licença para falar, ele vira para mim pegando a minha mão.

- Da primeira vez que te vi fiquei encantado, nunca pensei que fosse sentir isso por alguém, quando você ficou doente e não queria que eu me aproximasse, percebi que não conseguiria viver longe de você e hoje eu posso te dizer que você já faz parte de mim – ele pega uma caixa onde há duas alianças de prata – Isso é o começo de uma etapa, quando eu estiver no último ano da faculdade quero ficar noivo e quando me formar quero me casar com você.

Ele coloca a aliança na minha mão direita, eu pego a outra aliança olho para ele e falo:

- Eu sempre achei que o amor só existisse em filme ou conto de fadas, quando te vi a primeira coisa que me chamou atenção foi seus olhos, quando fiquei doente e me afastei de você, achei que da mesma forma que me encantei por você eu poderia fazer esse sentimento desaparecer, mas percebi que isso é impossível, pois você já faz parte da minha vida e do meu mundo, te amo.

Coloco a aliança nele e viro para o meu pai.

- Pai, eu amo o senhor, mas preciso do Eduardo, não queria ficar longe dele.

- Fabiana, não tem cabimento a Paty ficar direto com você, ela tem a família dela e além do mais você é nova para morar sozinha, eu sei que vocês se amam, mas vocês darão um jeito.

- Luiz, eu posso me responsabilizar pela Fabiana, eu não tenho filhos e além disso, eu comprei uma casa e a Fabiana pode morar comigo – Alice me abraça.

- Eu não sei – meu pai parece pensativo – Vou pensar no assunto depois conversamos.

Todos cumprimentaram a gente, depois de um tempo o Eduardo me guiou até a piscina, sentamos com os pés na água e ficamos ali abraçados.

- Não se preocupe, se você for morar em Campinas eu irei lá em vez de vir para cá e nas férias você vem pra cá

- Eu sei, só que não queria ficar longe de você – abraço ele fortemente.

- Quando meus pais ou a tia Alice for me visitar eles vão te levar também – ele me beija.

Notei que a Alice e o meu pai ficaram o tempo inteiro conversando Eduardo olha para a mesma direção minha.

- Não seria nada mal, minha tia com o seu pai, facilitaria bastante para a gente – ele ri.

- Com certeza – mesmo feliz fico pensando no Alexandre.

- Eduardo, você ficou sabendo alguma coisa sobre o Alexandre?

- Ele está internado – ele olha para água como se estivesse lembrando de algo que só ele sabe, ele respira fundo e continua – A hora que ele poder receber visita eu vou conversar com ele, tia Celina falou que a Carol falou da gente para ele.

- Quero que ele seja feliz – pego na mão do Eduardo – Alexandre me falou do pai.

- O que ele falou?

- Que ele pegou o pai com a amante e a partir daí, tudo que ele desejava, ele tinha e que com 14 anos o pai pagou uma prostituta para ele e como ele não fez nada com ela, o pai fez ele presenciar como se fazia.

Eduardo olha nos meus olhos, não vi raiva, vi pena.

- Isso não é nada perto de muitas outras coisas.

Ficamos ali abraços, eu sabia que com o tempo as coisas ficariam bem e que apesar dos acontecimentos todos ficariam bem, isso é o que eu desejava.

Fico com a cabeça deitada no ombro dele, é estranho como em um ano conheci alguém que mudou totalmente a minha vida, ele me fez acreditar no amor, me fez sentir a dor da perda e o medo de não conseguir viver sem ele e ao mesmo tempo a alegria de poder vê-lo e a felicidade de tê-lo por perto e poder sentir tudo aquilo que nunca tinha sentido por alguém, em um ano aprendi vários sentimentos. Espero que todos encontrem seu grande amor e possam viver intensamente sem medo de ser feliz.

FIM

FIM

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Queria agradecer a todos que leram meu livro e que me deram estrelinhas. Peço desculpa pelos erros, como disse não sou escritora, escrevi em um momento difícil, eu precisava de algo que seria só meu.

Uma vez uma pessoa me perguntou como eu gostaria de morrer e eu simplesmente respondi.

- Com um bom livro nas mãos.

A existência de um amorOnde histórias criam vida. Descubra agora