Bianca, uma rapariga sonhadora e batalhadora, sempre teve de enfrentar vários desafios em sua vida, nada para ela era fácil, principalmente pela sua irmã que fazia de tudo para destruir a sua alegria e invejava todas as suas conquistas.
Quando acho...
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Capítulo 28
Ele conseguiu destruir-me, ver aquela cena matou-me por dentro. Foram três disparos no total, salpicos de sangue caíram no meu rosto e eu entrei em estado de transe. Asm inhas mãos já soltas da árvore tremiam e a minha língua ficou pesada, não conseguia nem mais gritar. Porque ele fez isso?! ... Porquê?! ... Não conseguia perceber de onde vinha tanta loucura e como nunca tinha me apercebido que ele era desse jeito ou será que algo o tornou assim?!... Não sabia o que pensar, a minha mente estava envolvida em um turbilhão de pensamentos. Tudo parou por segundos, a gritaria, a luta, o meu ar! - Laura !... fala comigo Laura! - Suspirei baixinho. - Levanta meu amor, Laura! ... levanta! ... levanta!!! - Gritei desesperada enquanto tentava levantar o seu corpo caído. A minha roupa ficou suja de sangue, supliquei para que ela levantasse mas nada surtia efeito, ela já estava morta! O Marco pegou na arma e fez três tiros na nossa direção com a intenção única de acabar comigo mas a Laura pôs-se a frente e ... morreu! Parecia que tudo acontecia em câmera lenta, os tiros, ela a cair, o sangue no meu rosto e o Rodrigo a empurrá-lo. - Bia! Bia! - Gritava Rodrigo numa tentativa me trazer à lucidez. Ele deu um empurrão em Marco e aproveitou para fugir, como não conseguia largar o corpo de Laura, o Rodrigo teve de fazer força para tirar-me dali, puxou-me pela cintura e fez-me correr para longe. - Bia não desiste! ... Não desiste! - Gritava o Rodrigo. - A Laura! A Laura! ... Ela está ... Ela está. - Repetia ainda estado de transe. O Marco deu mais dois tiros enquanto nos perseguia mata a dentro. Lembro-me de ter caído algumas vezes, a surra que levei e o meu estado de transe não me deixava correr muito mais. - Deixa-me e vai embora Rodrigo, é tudo culpa minha ... é tudo culpa minha! - Disse em meio ao choro. - Eu nunca vou te abandonar meu amor! - Disse Rodrigo. O nosso pequeno diálogo permitiu a Marco que nos alcançasse, mas ali eu já estava farta de fugir. - Bia! Bia! Já está quase, mais um pouco e poderemos ser felizes para sempre! - Disse Marco. Eu olhei para ele e andei até ao seu encontro, o Rodrigo estava confuso e gritava o meu nome como se tentasse chamar-me a razão! Quando cheguei próximo a ele abracei-o e tentei convencê-lo a ir embora mas a vontade dele de vingança foi mais forte, apontou a arma para Rodrigo e apertou mais uma vez o gatilho... Eu não podia perder mais alguém, atirei-me por cima do seu braço, caímos e começamos a brigar no chão. Ele tentou enforcar-me, procurei desesperada por algo que o pudesse imobilizar e foi nessa altura que senti o cano da arma. - O meu coração pulsa quando sinto o teu cheiro e o teu corpo sobre o meu. - Disse o Marco numa tentativa de romantizar a psicopatia dele. Eu aproveitei a deixa e disparei sobre seu peito em direção ao seu coração pulsante e sedento de amor! O seu corpo caiu duro em cima do meu. Ele tornou-me numa assassina! Tirei-o de cima de mim e reparei que até o céu que estava coberto de nuvens estava limpo e cheio de estrelas, o ambiente escuro e sombrio estava agora claro com a luz da lua. - Rodrigo! - Pensei assustada enquanto me levanta às pressas. Ele estava estendido no chão, a bala passou de raspão pelo braço e saía um pouco de sangue mas nada muito grave. Sentimos passos que vinham na nossa direção, eram dos policiais que ouviram os tiros e preparavam-se para agir. O Fábio ficou para trás para alertar a polícia, ele e o Rodrigo tinham combinado tudo, pena que não deu tempo para salvar a Laura. Quando voltamos para o lugar onde a Laura foi assassinada notei que a polícia já tinha feito o isolamento da área, como acontece nos filmes policiais, e o corpo dela já estava coberto. O Fábio estava sentado no chão ao lado do corpo e chorava desenfreadamente, Ela era na verdade o real motivo da presença dele ali. Não me contive e juntei-me a ele, ficamos ali até removerem o corpo. Como eu iria contar isso aos meus pais?!... Como eu conseguiria viver com essa imagem na mente?!!! ... A Laura se foi para sempre!