Marco

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Capítulo 25

Como era aquilo possível?! Como ele chegou até mim?! Eu não entendia!... o que fazia Marco aqui?!
...
— Sentiste saudades minhas?! — Disse o Marco do jeito mais psicótico possível.
Não consegui dizer nada, a minha espinha congelou, as minhas mãos e pernas petrificaram, o meu coração batia acelerado, não sabia o que fazer, estava assustada demais para pensar. O Marco estava assustador, suas mãos batiam sobre a cabeça constantemente e os seus olhos estavam vermelhos, não sabia se era fruto de noites mal dormidas ou se ele passou a consumir drogas, mas ele estava totalmente alucinado!
— Marco vai embora não há nada pra ti aqui! ... não vamos dizer a ninguém, por favor vai embora! — Disse Laura assustada.
— Cala a boca sua vagabunda! — Gritou Marco. — A culpa de tudo isto é tua, já estava tudo certo, eu iria me casar e viver feliz com a mulher que eu amo mas tu! ... tu estragaste tudo! — Acrescentou aos berros.
— Eu sei! A culpa de tudo é minha mas não há nada a se fazer agora, vai embora. — Implorou Laura.
O Marco sorriu de maneira assustadora dizendo logo a seguir : — Ela vai ser minha custe o que custar!
A Laura pegou em meu braço e puxou-me, começamos a correr para fugir daquele desgraçado, não dava para irmos para o carro porque ele bloqueou a passagem então decidimos correr sem rumo certo. Algo deixou-me intrigada, enquanto corriamos ele permaneceu parado sem dar um único passo. Tanto trabalho pra desistir logo ali!?
— Luana ! — Gritou o Marco enquanto corriamos.
Então era isso! ... ele nunca deu ponto sem nó. Parei de correr e a ficha caiu, ele me tinha nas mãos, durante esse tempo todo observou a minha vida e descobriu como me destruir. Não havia outra saída senão voltar para ele!
— Bia! Bia! — Gritava Laura. — O que estás a fazer?! ... Vamos embora, quem te garante que ele está com ela! — Acrescentou Laura desesperada. O Marco sorria do nosso desespero.
— Ela sabe que não mentiria sobre isso, não é Bia?! — Perguntou Marco ironicamente.
Cada passo que dava em direção a ele sentia a minha vida fugir por entre os dedos, estava difícil acreditar que aquilo estava a acontecer, que era real. Assim que cheguei perto dele, deu-me um abraço apertado e beijou-me a força, a Laura tinha a oportunidade de ir embora mas retornou, atitude que me deixou bastante impressionada.
— Deixa ela por favor! — Disse Laura com lágrimas nos olhos.
— Cala a boca desgraçada! — Gritou nervoso.
A Laura num ato de desespero tentou empurrá-lo e aí ele tirou a arma que tinha escondida na cintura. O medo tomou conta de mim por completo.
— Não faz mais isso sua estúpida! — Disse Marco em tom baixo enquanto segurava forte o meu braço.
— Aonde ela está Marco?! ... Aonde está a Luana?! — Perguntei trêmula.
— Ela é a minha garantia de que não vais tentar nada meu amor!
— Pelo amor de Deus! Deixa ela ir, já estou aqui, o que mais você quer?! Ela é só uma criança! — Gritei enquanto batia no peito dele.
— Deixa a menina ir, eu vou com vocês! ... Marco eu vou com vocês, deixa a menina ir. — Disse Laura.
— Engraçada você! — Disse o Marco em deboche. — Ainda a segundos estavam aqui em brigas e agora queres servir de garantia?! — Perguntou ironicamente.
— Por mais que briguemos ela será sempre a minha irmã e não podes mudar isso. — Respondeu Laura.
— Lá isso é verdade! Ela foi capaz de te perdoar mas a mim não !!! Engraçado isso! — Gritou Marco enraivecido.
— Então, deixa-me ir no lugar dela, pensa bem! — Implorou Laura.
— Ela está no meu carro. — Disse Marco enquanto apontava na direção de um carro preto que estava estacionado não muito distante do local onde estávamos.
Fomos até lá e descobrimos que aquele desgraçado não estava a mentir, a Lua estava no banco de trás do veículo, a dormir, com certeza que ele tinha dado algo para ela dormisse, a Lua que sempre foi hiperativa a dormir naquela hora do dia era algo estranho de se ver.
— O que você fez a ela seu monstro! — Gritei assustada. — Cadê a Cris?!... Elas estavam juntas... responde Marco! — Gritei enquanto batia no peito dele.
Ele empurrou-me contra o carro e deu-me uma chapada que desequilibrou-me por completo.
— Eu não estou aqui pra te explicar porr* nenhuma! ... agora, tira ela daqui e põe no vosso carro que eu tenho pressa! — Ordenou para Laura.
Tentei segurar a pequena mas o Marco exigiu que fosse Laura a levá-la, senti tanto medo mas no final ele cumpriu a promessa. Entramos no carro e ele obrigou Laura dirigir por horas até anoitecer, não sabíamos qual era a sua intenção mas com certeza não seria boa coisa.
— Pára aqui! — Ordenou Marco.
Estava escuro e o cenário não podia ser mais sombrio, estávamos na entrada de um matagal, era noite de lua cheia e o ambiente estava nublado.
O Marco parecia ter estudado bem a área, mas o que não entendi era o que nós fazíamos ali! Quais eram as suas reais intenções afinal?!.




O Marco parecia ter estudado bem a área, mas o que não entendi era o que nós fazíamos ali! Quais eram as suas reais intenções afinal?!

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Com Quem Me Casei?! (Concluída)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora