Bianca, uma rapariga sonhadora e batalhadora, sempre teve de enfrentar vários desafios em sua vida, nada para ela era fácil, principalmente pela sua irmã que fazia de tudo para destruir a sua alegria e invejava todas as suas conquistas.
Quando acho...
Estava com tanta raiva daquela estúpida, mas ao mesmo tempo estava feliz por saber que o Rodrigo não cedeu aos caprichos da Laura. Desde que os bebês nasceram foi a primeira vez que fizemos amor, isso ajudou a melhorar a noite. Dia seguinte a minha única vontade era esganar aquela falsa mas controlei-me. — Laura hoje vou contigo pra cidade, tenho de comprar algumas coisas. — Disse com o sorriso mais falso que pude dar. — Tá irmãzinha, vamos juntas. — Bia! — Gritou o Rodrigo. — Podem levar a carrinha, eu e a dona Magda podemos ficar com os bebês e para além disso o Mateus vai passar por aqui para despedir-se de mim. — Acrescentou. — Está bem, eu também não pretendo demorar, só vou resolver algo que está pendente! — Disse em tom misterioso. A minha garganta tremia para falar mas aguentei até chegar ao parque, estava a preparar-me psicologicamente para acabar com aquilo tudo. A Laura perguntou-me o que fazíamos ali já que não era o nosso destino, ordenei a ela para descer da carrinha, era o lugar perfeito, calmo e isolado para pôr tudo em pratos limpos. — "Ela não precisa saber Rodrigo é só deixar acontecer! " — Disse enquanto concentrava o olhar em Laura. — Foram essas as tuas palavras ontem! — Acrescentei. — O maridinho contou é?! — Perguntou a Laura em tom de deboche. — Não, eu vi vocês ontem, a tua lingerie preta era linda por acaso! — E não fizeste nada?! ... A maternidade mudou-te mesmo. — Disse Laura. — Por isso trouxeste-me aqui?! — Perguntou. — Eu pensei realmente que agora seria diferente, mas tu arranjas sempre um jeito de demonstrar o quanto eu sou estúpida por confiar sempre em ti, mesmo depois de tudo que já fizeste! Qual é o prazer que você sente em destruir a minha vida! — Perguntei enraivecida. — Eu... Eu não sei! — Respondeu Laura. De tanto nervosismo minha mão levantou e quando dei por mim dei-lhe uma bem dada do rosto.
— Como é que não sabes?! ... A minha vida é jogo por acaso pra brincares desse jeito?! — Perguntei enraivecida. — Você sempre teve tudo! E eu?!... Sempre fui a ovelha negra! ... Sempre tive de viver na tua sombra!... Achas que é fácil?! Ser sempre comparada com a perfeita!.. — Gritou Laura. — Tu és a minha irmã mais velha, devias ser tu a proteger-me e não a destruir-me, eu só quero entender o porquê. Qual é a necessidade que você tem em destruir-me?! — Perguntei com lágrimas nos olhos. — Eu não sei... é algo que não controlo, é mais forte que eu Bia! Já tentei ser melhor mas não consigo! — Disse Laura aos prantos. — Eu te odeio! Você finalmente conseguiu me fazer te odiar... Eu tenho raiva em saber que tu és minha irmã, se pudesse mudar essa realidade eu mudaria!... nunca mais quero ver você Laura, te odeio e tudo isso é por culpa tua. — Gritei dominada pela raiva. — Eu sei que não mereço o teu perdão mas eu te amo Bia! Do meu jeito mas eu te amo, um dia você vai acreditar em mim e vais me perdoar... Eu tenho a certeza! — Respondeu Laura. — Isso nunca vai acontecer! O teu amor é doentio Laura, eu quero distância dele antes que acabe comigo de vez... Eu pensei em um monte de coisas pra te fazer mas sabes?!... não vou fazer nada porque a tua vida já é tão deprimente que tudo que eu fizesse aqui não surtiria tanto efeito assim! És o tipo de mulher que vê brilho na lama, quanto mais sujo mais prazeroso é pra ti! — Disse numa mistura de raiva e tristeza. — Bia por favor! Deixa eu explicar, eu preciso que você me entenda! — Dizia Laura até um barulho estranho interrompé-la, alguém atrás de nós batia palmas. — Que cena linda! Senti saudades dessa dupla. — Disse a pessoa que batia as palmas. A voz não era estranha mas não quis acreditar, virei lentamente e uma lágrima escorreu em meu rosto quase que em frações de segundo quando vi o seu rosto, foi tudo muito rápido. — Marco! — Exclamei assustada.
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