#Flashback#
-Oh Melanie não te custa nada... – Richard protestou enquanto conduzia.
Eu suspirei e retirei a mão dele que vinha insistentemente parar há minha coxa.
-Eu não quero! – Eu insisti olhando pela janela onde só encontrava floresta de ambos os lados da rua.
Já nos tínhamos distanciado um pouco da cidade e ele disse-me que iríamos a uma festa de universitários.
-Anda lá, disseste à tua mãe que dormias em casa da Stephanie não te custa nada dormir na minha em vez de dormires na da Jen. – Ele disse mais uma vez enquanto olhava para o telemóvel e conduzia ao mesmo tempo.
-Richard por favor presta atenção à estrada não quero morrer por tua causa.
-Fodasse Melanie nem por fumares aquilo ficas menos chata. – Ele reclamou e pousou o telemóvel no tablier.
-Se calhar foi porque o efeito já passou, anormal. – Eu protestei.
-Queres mais? – Ele perguntou abrindo o porta-luvas.
-Não, eu não quero. – Eu respondi, já me tinha chegado o que tinha fumado de manhã e não o iria fazer outra vez sem necessidade.
-És uma chata. – Ele reclamou abrindo o vidro.
Eu respirei fundo com a provocação dele e olhei novamente para a floresta desejando estar novamente em casa.
-Talvez. – Eu falei.
O telemóvel dele começou a tocar e eu segurei-o na mão.
-Richard? – Eu chamei e ele grunhiu. – Quem é a Pixie? – Eu perguntei enquanto lia as mensagens que ele trocara com ela.
-Ninguém. – Ele respondeu indiferente.
-Richard quem é a porra da Pixie?! – Eu perguntei quase gritando, ele olhou para mim furioso e tirou-me o telemóvel da mão.
-Não me grites minha vaca! – Ele ordenou deixando-me chocada e extremamente arrepiada.
-Richard? – Eu perguntei calmamente. – Tu estás a trair-me com a Pixie? – Eu perguntei e fechei os olhos com toda a força desejando não ouvir a resposta.
-Espera lá! – Ele começou a rir e parou o carro no meio da estrada vazia. – Tu disseste trair?
Eu assenti a cabeça com medo.
-O meu deus! Só podes estar a gozar! – Ele disse rindo-se e passando a mão na cara repetidamente.
-Richard? – Eu chamei.
-Tu pensas que andamos? – Ele repetiu e continuou a rir deixando-me confusa.
-Sim, tu foste conhecer a minha família há duas semanas... -Eu defendi.
-Tu não podias ser mais parva, eu fui, de facto. – Ele tirou o cinto e riu ainda mais.
-Mas diz-me lá, na semana a seguir eu não tive aquilo que queria? – Ele perguntou fazendo-me recordar o que nós fizemos semana passada em casa dele deixando-me envergonhada.
Eu sentia os meus olhos começarem a arder e uma vontade de chorar encheu a minha alma.
-Richard, que porra estás tu para aí a dizer? – Eu perguntei fechando novamente os olhos e deixando uma lágrima escorrer e apertava os punhos firmemente.
-Bem foi bom, ambos gostámos certo? – Ele perguntou e continuou a rir.
Eu senti a mão dele subir a minha coxa novamente.
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The Soul*
Fiksi PenggemarNada nem ninguém poderá mudar o meu “eu”. Mesmo que mudem, não será por completo. uma parte dele continuara lá,nas profundezas da minha alma ,gritando por ajuda ,gritando para se poder libertar do que o prende.
