- Olha, tenente! É o Connor!
Ele estava próximo ao grupo, logo a frente do exército de branco.
O discurso havia terminado. Todos pareciam meio perdidos. Pulei um barricada e corri em direção do grupo. Um jovem me apontou uma escopeta. Eu parei e levantei os braços. O tenente que corria atrás de mim também parou, esbaforido.
Connor veio correndo, tocou no ombro do jovem que nos apontava a arma.
- Estão comigo.
O velho chegou próximo ao andróide e lhe deu um abraço. Eu ri pois era realmente um momento embaraçoso.
- Fico feliz que esteja bem.
Notei que o jovem líder se aproximava da gente. De perto notei que era um homem (androide) muito bonito.
'Na verdade, são todos lindos, diferente de nós.'
- Você é um bom humano. Sempre acreditei na existência de bons e maus em ambos os lados.
- Esse é Markus. - disse Connor.
- Vamos para casa. - disse o velho, acenando com a cabeça para o Markus. Colocou a mão no ombro de Connor. Eu estou ali, estática, como se fosse invisível. Ao passarem ao meu lado, o velho passa o outro braço ao redor do meu ombro:
- Você também, encrenqueira!Já no carro.
- Você vai nos contar tudo! Como se sente? Nossa que coisa incrível!
Eu estava no banco de trás. Parecia uma criança na noite de Natal.
- Disseram no distrito - o tenente - que iriam evacuar toda a zona norte de Detroit.
O androide parecia preocupado. Calado, seu led em amarelo.
Talvez esteja cansado.
- Você fica em casa até essa confusão toda passar. - disse o tenente olhando para mim.
- Me desculpe tenente. Não quero incomodar. - genuinamente sem graça.
- Ah, fique o tempo que precisar. Tenho dois quartos sobrando.- Oi Sumo! - eu ja rolando pelo tapete com o cão.
- Hank, preciso entrar em modo stand by.
Connor subiu as escadas. O velho sentou-se à mesa e abriu a garrafa de whisky.
- Posso te acompanhar?
- E desde quando você bebe?
Sorri e ergui o copo. Ele brindou com o seu e viramos juntos o whisky, ruim aliás.
- O que aconteceu lá, tenente?
O velho olhou para o nada.
- O pobre garoto está perdido. - parecia que ele estava falando com ele mesmo. - Ainda não sabe o que é. Ou que quer ser. Temo ele não conseguir sozinho.
Pedi com um gesto para que ele colocasse mais da bebida, que já não estava tão ruim, no meu copo.
- Queria ter visto tudo. - eu divagando, já um pouco alegre com a bebida. - Deve ter sido incrível ver a evolução da nossa espécie. Em tempo real! Adoraria ter visto isso...

VOCÊ ESTÁ LENDO
Posso sentir o frio?
RomanceQuando você descobre o amor encontra dentro de si a humanidade. OC de Connor. Personagem fictício da história de Detroit Become Human. Todos os direitos de criação e propriedade são da empresa Quantic Dream. Imagem da capa LeorenArt disponibiliza...