Religamento bem sucedido. Algo diferente está acontecendo com meu corpo. Algo novo.
Subitamente senti um calor interno.
'Preciso falar com a Lindy.'
Abri a porta do seu quarto devagar. Ela estava dormindo calmamente. Seu rosto estava tranquilo.
'Como ela é linda!'
Sentei-me na cama ao seu lado. Sua respiração estava leve e compassada.
'Ela vai acordar logo.'
Enquanto observava seu rosto pensava em como tudo mudou nesses últimos dias. Em como estava evoluindo, me sentindo mais...humano.
Ela abriu os olhos. Sorriu docemente.
- Bom dia Connor. O que faz aqui?
- Bom dia, Lindy. Quero falar com você.
Ela sorriu sentando-se na cama, esfregava o rosto.
- Claro que quer.
Não sabia como lhe contar. Como como começar?
- Parece serio! Está com algum problema? Rodou seu diagnóstico recentemente?
- Não é nada. Estou bem. Mas tenho dúvida sobre como falar sobre isso com você.
Ela pareceu surpresa. Deu dois tapinhas no próprio rosto.
- Pronto! Sou toda ouvidos. O que te aflige, androide lindo?
Impossível não rir.
- Nem se eu tentasse conseguiria falar sério com você.
Depois da risada já estava mais à vontade.
- Quero entender melhor.
- O que você quer entender?
- Porquê me sinto assim quando estou perto de você. Porque sinto falta do seu beijo. Isso é estranho.
Ela ruborizou. Notei aumento na frequência cardíaca.
- O que é estranho? Sentir algo por mim ou sentir algo?
Ela disse isso se aproximando de mim. Ficou a poucos milímetros dos meus lábios, olhando nos meus olhos.
- Sentir... Isso é novo para mim. - quase que as palavras não saíram. Fui tomado por seus lábios de forma suave e intensa ao mesmo tempo. Senti seu peso em meu colo e suas mãos escorregando em meu peito.
Não sabia se controlava ou não as funções cognitivas. Era tudo ao mesmo tempo. Quando dei por mim minhas mãos puxavam seu corpo para perto do meu.
Sua pele branca era quente e suave, sua respiração estava ofegante. Minhas mãos escorregaram lentamente por suas costas.
O tecido da sua camisola era suave.
Ela parou e me olhou. Tinha uma expressão diferente de antes. Não conseguia identificar. Senti as pontas dos seus dedos deslizando em meu abdômen.
- Lindy, eu... - já não tinha mais forças para dizer nada. Me deitei sobre a cama. Ela tirou meus sapatos e logo em seguida a calça.
Tudo parecia estar acontecendo em câmera lenta, as sensações vinham em ondas.
Seu corpo pesava sobre o meu, senti os lábios deslizando sobre o meu peito.
- Mark, olhe para mim.
Sua voz suave próximo ao meu ouvido.
- Quero que me diga o que está sentindo.
Disse isso segurando suavemente meu membro e conduzindo delicadamente para dentro de seu corpo quente.
- Me sinto fraco... Acho que vou desativar.
Ela se movimentou lentamente sobre mim, ondulava suavemente.
Me beijou docemente enquanto seu suave movimento tentava me enlouquecer.
- Mark, olhe para mim, sinta isso. Me sinta.
Nesse momento algo rompeu em mim. Uma sensação inexplicável! Uma onda de tremores físicos, um calor quase que insuportável no meu core.
Senti-me desativando.

VOCÊ ESTÁ LENDO
Posso sentir o frio?
RomanceQuando você descobre o amor encontra dentro de si a humanidade. OC de Connor. Personagem fictício da história de Detroit Become Human. Todos os direitos de criação e propriedade são da empresa Quantic Dream. Imagem da capa LeorenArt disponibiliza...