– Como você consegue se prender aí toda hora?! - Eu ouvi Lient girar o botão procurando a combinação certa.
– Não fui eu! Foram aqueles bajuladores da Miay, de novo... - respondi pela fresta da porta, o que não impediu de sair abafado.
– você disse que era 2465? - Dava pra ouvir ele girando o botão sem paciência alguma.
Sério que ele tava usando a combinação errada?
– Eu disse 23465! - O calor dentro daquele armário era de fritar – Pode ir mais rápido? Tá fazendo muito calor aqui!
Já tava tão cansado de ficar em pé, que usei o resto de espaco que tinha ali pra me encostar na porta. Eu detesto lugares fechados, ainda mais pequenos.
– Acho que consegui!
Sem aviso a porta se abriu de repente, eu que tava encostado nela quase caí encima do Lient, mas o mesmo já tinha desviado então fui de encontro com o chão.
Amigo serve pra isso. Né? Ah pera, não somos amigos.
– Valeu aí, cara. - Me levanto sem a ajuda dele. Era tão bom sair daquele ambiente claustrofóbico e respirar um pouco, mesmo sabendo que eu ia parar ali novamente mais cedo ou mais tarde.
– Depois eu te cobro pela ajuda então. - Olhei pra Lient confuso, ele falou tudo num tom de seriedade bem conveniente.
– Você tá brincando né?
– Quando eu precisar de ajuda gênio, claro que eu não vou fazer você me pagar assim. - Ele retrucou num tom de deboche, o dito cujo sai sem dizer tchau me deixando sozinho.
Gentileza devia ser o sobrenome dele.
PRRRRRRIIIM
E quando percebi, o sinal da desgraça já tava tocando.
A escola era aberta 15 horas por dia, então os alunos estavam livres para entrar praticamente quando quiserem, e claro que muitos não faziam isso. E os que ficavam geralmente eram os casais que se pegavam escondido no banheiro, ou os que fumavam atrás da escola, também tinham alguns clubes e atividades integrais, mas fora isso, ninguém gostaria mesmo de ficar ali, e essas pessoas tem razão.
Quando me dou conta, todos os alunos entraram pela porta dupla do fim do corredor como uma manada de búfalos pisoteando tudo no caminho, se eu ainda tivesse sentado no chão, provavelmente seria esmagado pelos diversos pares de pés gordos. Os alunos passaram por mim aos montes sem nem dar tempo de raciocinar ir pra algum lado, quando vi já tinha batido com alguém.
– Desculpa aí... - Ela pareceu desnorteada ao tentar lembrar meu nome e checar uma pasta que carregava ao mesmo tempo.
– Matsu, é meu apelido... - Eu olhei pra seu material procurando algo que pudesse pegar pra ajudar, mas ela foi mais rápida.
– Ata, é que eu tô meio que com pressa e não dá pra falar agora, tchau! - A garota morena de cabelos negros saiu correndo com um monte de papéis na mão, sumindo no meio da multidão de alunos.
Na verdade eu já a conhecia, era uma mestiça de mexicano que veio fazer o ensino médio. O nome dela é Nina, na maior parte do tempo ela fica no clube de mídia junta com dois irmãos, eles têm o próprio jornal, mas como supostamente nada demais acontece na escola o jornal anda bem parado. Eu tenho até pena deles, especialmente da Nina, mas raras ocasiões que falei com ela a mesma demonstra ter bastante carinho pelo que faz.
E assim como grande parte das pessoas daqui, ela está com problemas financeiros, até dá pra fazer apostas as vezes, mas raramente as coisas dão certo pra quem não tem grandes quantias.
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uma tag bem aleatoria De.... Wahtever .-.
عشوائيSó uma tag aleatoria com desafios anúncios e... Eu tô com preguiça de escrever...... .-. capa feita por: @Firecatcher244 :3 21/8/18 #1 em preguiça
