índigo

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Yixing estava louco. Era isso que Junmyeon pensava enquanto, mesmo que ambos estivessem completamente embriagado, o chinês dirigia seu carro rumo ao local de destino.

Ele gritava várias vezes com o outro quando ele inventava de fazer alguma loucura, como acelerar ou fazer um drift arriscando. Junmyeon continuava dando tapas em seu braço, vendo-o rir de forma brincalhona. De certa forma, a gargalhada do Zhang deixava o mais velho mais confortável. Pelo menos desta forma ele sabia que Yixing tinha, pelo menos um pouco, controle da situação.

Felizmente, as ruas estavam completamente vazias naquele horário. Em poucos lugares se via uma alma viva, todas as luzes das casas estavam apagadas, todavia dentro daquele carro ambos estavam tendo o dia mais animado de suas vidas.

Yixing não saía muito para encontros. Ele gostava de relacionamentos casuais e passageiros, sem compromisso. Junmyeon até antes do acidente só vivia pela natação e, quando perdeu sua perna, passou a se ver de uma forma tão feia e grotesca que achou que ninguém seria capaz de achá-lo bonito. E, com apenas gestos e palavras, estavam incrivelmente desconstruindo essas ideias da cabeça um do outro.

O frescor do vento se fez presente assim que saíram do carro. Yixing correu para abrir a porta de Junmyeon e segurou sua mão, entrelaçando os dedos. O Kim tentou não ligar pra esse detalhe tão bobo, não queria parecer um adolescente na frente do homem maduro do seu lado, mas seu estômago já se enchia de borboletas. Quando percebeu onde estavam, algo palpitou dentro de si.

O clube de natação que Yixing trabalhava.

— Dsse que queria ver os sentimentos escondidos que eu só revelo debaixo d'água. – Falou o mais alto, com um sorriso de lado.

— Isso não é invasão de propriedade?

— Talvez. O dono não liga. – Jun procurou algo na face dele que indicasse que ele não estava mentindo. — O dono dá total permissão porque ele gosta de garotos bonitos como você.

— Você é inacreditável.

— Sua beleza é inacreditável, Junmyeon. Cabe a nós acreditar em algo que tem ou não explicação.

Myeon estava vermelho, mas Yixing não precisava saber.

Ambos seguiram de mãos dadas até a escada, uma vez que a rampa ficava trancada, uma chave que o Zhang não carregava consigo. Ao ver os longos degraus que já foram a causa do seu sufoco mais cedo, o Kim tremeu. Infelizmente para o coreano, Yixing percebeu sua reação.

— Há algum problema com escadas?

— Não... – Mesmo que Jun falasse, o tom de sua voz denunciava o quão assustado ele ficara ao pensar no quanto seria difícil e doloroso para subir.

Yixing soltou sua mão, fazendo o coreano olhá-lo. Então, se abaixou no chão de frente para o outro, fazendo sinal para que ele subisse.

— Está tudo bem, professor Zhang. Posso fazer isso sozinho.

— Apenas suba.

— É sério, eu não quero que você se machuque por minha causa, não é como se... – Ele estava preparado para um longo discurso quando sentiu os braços de Yixing o levantando no chão, circulando sua cintura e agora o carregando como uma noiva. Bem, antes fosse melhor que ele subisse nas costas do chinês. O mais baixo estava completamente vermelho e envergonhado, todavia o rubor só aumentou quando começou a reparar na sensação dos braços fortes envolvendo seu corpo.

Os toques de Yixing eram sempre brutos, mas igualmente cuidadosos. Ele preferia muito mais ações do que palavras, isso havia ficado claro, e era exatamente o oposto de Jun. Decerto, ele se sentiu especial nos braços do outro. Ninguém nunca havia feito aquilo por si. Desde o problema com a perna, esteve sozinho na recuperação, podendo contar somente com seu Minseok. Quando caía no chão e não conseguia levantar, não tinha a quem chamar: permanecia parado, até que conseguisse de alguma forma ficar de pé.

seu modo de andar  [ sulay ]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora