Capítulo O casamento do ano 40

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Você estar linda, linda...

Constatei com um sorriso fitando meu reflexo no espelho depois de pronta. O cabelo estava solto e o véu continha a tiara que por gerações fora usada pelas noivas da família Hall. O vestido era tomara que caia, com renda na parte superior e uma faixa que acentuava a cintura, a saia descia em varias camadas que dava mais volume e ao mesmo tempo deixava o modelo delicado.

Eu estava bonita, bonita e nervosa.

Foram duas batidas na porta que chamaram minha atenção e logo depois um loiro de terno entrou no quarto e me sorriu.

— Você estar linda, e pronta eu suponho?

Assenti retribuindo o sorriso. Henrique me levaria ao altar, esse era o plano e por esse motivo só ele tinha ficado enquanto todos estavam na catedral onde aconteceria a cerimonia.

— Tem certeza disso? — Ele perguntou quando se aproximou e segurou minhas mãos.

— Nunca tive tanta certeza de algo em toda a minha vida. — Afirmei.

E isso de fato era verdade. Quando Marye falara que eu teria que me casar, imaginei que esse seria o dia mais triste da minha vida, mas no final não estava sendo, era claro que eu estava nervosa, mas fora isso, a sensação era de um friozinho na barriga e ao mesmo tempo empolgação...

Quando chegamos a catedral e saímos do carro eu tive noção de flash e muitas pessoas falando ao mesmo tempo, mas quando começamos a percorrer o pequeno caminho que me levaria a Chris eu só vi ele, tinha muitas pessoas é claro, mas por um momento todas saíram da minha mente, e só ele permaneceu. Assim que subimos alguns degrauzinhos, Henrique beijou meu rosto e logo em seguida entregou minha mão para Christophe então todo o nervosismo desapareceu.

— Está gelada. — Ele me sussurrou e eu sorri.

Se ele ao menos pudesse ver como minhas pernas estavam tremulas por baixo daquele vestido. As mãos geladas eram o de menos.

Logo em seguida o pastor prosseguiu com a cerimonia. Eu tive dificuldade é claro no momento de colocar a aliança no dedo de Chris que teve que conter o sorriso por meu nervosismo, ele em contrapartida parecia bem calmo. Depois que o pastor disse o tão esperado.

— Eu os declaro marido e mulher. O noivo pode beijar a noiva.

Christophe tocou de leve meus lábios, logo depois a macha voltou a tocar e refizemos a caminho de volta para fora da catedral, para os flashs.

A festa prosseguiu no jardim central de Madria, no começo tivemos que dá atenção a todos os convidados, conversar, tirar algumas fotos e ser atenciosos, o único momento que estivemos realmente sozinhos, mas não totalmente fora na hora da nossa dança.

— Eu acho que isso é o mais perto que vamos chegar de um momento de paz enquanto estivermos nessa festa. — Christophe comentou enquanto rodávamos na pista.

Eu concordei e sorri.

— Ainda bem que só se casa uma vez, eu não sei suportaria passar por isso novamente.

Christophe abriu um pequeno sorriso e se limitou a me fitar por alguns segundos.

— O que foi?

— Você estar linda, maravilhosa. — Ele se inclinou para frente, erguendo a sobrancelha com uma alto confiança quase desconcertante — e é claro que estava lembrando que você disse que dançaria para mim quando estivéssemos casados, estou ansioso por isso.

A RAINHA.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora