5| Correspondente de Guerra

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15 de dezembro de 1942

Prezada senhorita Blaschke,

Eu passei pelo mesmo luto. Só que meu pai faleceu quando eu era apenas um bebê, então não sofri muito com a morte dele, só sentia sua falta quando maior. Mamãe chorava muitas noites, quando era pequeno, e sei que ela ficaria arrasada se não soubesse da morte de papai, se só fosse souber que estaria morto depois de anos esperando alguma carta ou resposta dele. Quando encontrei o acampamento do batalhão de seu pai e descobri suas cartas, fiquei emocionado de mais com o amor que é transmitido por elas, então peguei a carta que seu pai recém tinha escrito e informei o falecimento dele.

Com certeza foi muito difícil para vocês, mas todo mundo tem o seu dia. E o dia dele era aquele! Todas as noites rezo para que a alma de seu falecido pai vá em paz para o céu. E que não fique perambulando por aí. Rezo para que ele se transforme em um anjo bom e que cuide de todos de sua família de lá de cima.

E eu fiquei muito agradecido quando recebi sua carta! E também um pouco surpreso, pois só recebo cartas de mamãe. Mas adoraria receber outras cartas suas! Claro, sem querer força-lá.

Então? Aceitaria ser minha correspondente?

Asher Uriah Kirschbaum.

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