Colégio internato que odio!!!

1.1K 55 4
                                        

Capítulo 2: Colegio Internato que ódio!!!

Acordei de repente com um susto. Um balde de água gelada caiu direto na minha cama.

— Acorda logo, Mika! Tá na hora de ir pro internato. São quase duas horas de viagem — meu pai gritou, enquanto ria da minha cara molhada.

Tremendo de frio, respondi irritada:

— Pai, eu não quero ir pra esse internato! Deve ser horrível lá! Nem faço nada de errado pra merecer isso.

— Vai sim. E sabe por quê? Porque eu mando e faço as regras aqui.

— Isso é por causa de ontem, né? — perguntei, já desconfiada.

Ele riu de novo.

— É claro! Como castigo, nada de mesada e você vai estudar o dia inteiro.

— Pai, você não pode fazer isso!

— Posso e vou. Agora arruma suas coisas logo.

Que ódio. Não acredito que vou mesmo pra esse internato. Como se não bastasse dormir lá, ainda vou ter que lidar com o Miguel. Meu irmão é o completo oposto de mim. Ele é alto, tem 1,80m, cabelos ondulados e castanhos claros, olhos azuis (por que Deus deu olhos azuis pra ele e não pra mim?), e lábios grossos. Já eu sou mais "normalzinha": cabelos castanhos, olhos castanhos claros e só.

Suspirei fundo, tentando me acalmar. “Mika, respira. Você é uma guerreira e vai passar por isso também.”

Levantei da cama, ainda molhada, e comecei a arrumar minhas coisas. Peguei meu netbook, meu celular e... qual mala usar? A única que achei em cima do guarda-roupa foi uma gigante da Barbie. Sério?! Não dá pra ir com uma mala dessas! Acabei enfiando tudo na mala pequena mesmo.

— Anda logo, Mikaele! — gritou minha mãe, já agoniada na sala.

— Já tô terminando! — respondi, colocando tudo às pressas.

Depois de duas horas, finalmente estava pronta.

— Pai, pode me levar agora.

— Vamos logo, menina. Pega as suas coisas e entra no carro.

Antes de entrar, minha mãe me olhou nos olhos, com um sorriso meio emocionado.

— Minha boneca tá crescendo.

Entrei no carro e fiquei em silêncio, observando tudo pela janela: meu bairro, minha casa, minha escola antiga... Tantas lembranças. Agora eu teria que morar longe de tudo isso. Suspirei de novo, tentando encontrar um lado bom. “Talvez eu conheça pessoas novas... Vai que encontro o amor da minha vida lá.”

O tempo passou rápido, e logo estávamos na frente do colégio. Era enorme, com um jardim lindo logo na entrada. Ganhei uma bolsa de 30% e, pelo jeito, estudar numa escola particular realmente é outro nível.

— Qualquer coisa errada que você fizer, seu irmão me conta. Tô de olho em você — meu pai disse, enquanto eu saía do carro.

— Tá bom, pai. Eu prometo que vou me comportar — falei, tentando parecer confiante, meu irmão sem dúvidas era bem pior do que eu.

Quando entrei na escola, não consegui parar de olhar para cima. Tudo parecia tão grande e bonito. Até que, do nada, alguém esbarrou em mim.

— Desculpa, sou um pouco desastrada — falei, rindo sem graça.

— Que isso, eu que me distraí — a menina respondeu, também rindo. — Mas esse jardim é lindo, né?

— É maravilhoso. Qual o seu nome? — perguntei.

— Larry. E o seu?

— Mikaele. Parece que a gente vai morar aqui pelos próximos três anos. Estou quase surtando.

— Nem me fale. Minha tia que me obrigou a vir. Ganhei uma bolsa de 50% e nem queria.

— Meu irmão disse que dá pra se divertir fugindo daqui. Ele fazia isso direto.

— Então a gente precisa tentar um dia, né? Mas agora vamos achar nossos quartos.

— Com certeza. Você tem quantos anos?

— Quinze. E você?

— Também.

Depois de muito procurar, finalmente achamos nossos quartos, que, por coincidência ou destino, ficavam um ao lado do outro. Já comecei a me animar mais.

“Agora é só conhecer minha colega de quarto”, pensei. Essa seria a pessoa com quem eu dividiria boa parte do meu ano. E se ela fosse chata? Só havia um jeito de descobrir. Respirei fundo, coloquei a mão na maçaneta e abri a porta.

Contínua...

Quem sabe...amigas?Onde histórias criam vida. Descubra agora