O Nicholas estraga tudo! e Henrrique mais ainda-parte 1

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Ele me chamou para sair. Confesso que fiquei irritada, porque ontem eu o convidei e ele não quis, mas resolvi deixar isso de lado. Olhei para ele e perguntei: 

— Amanhã, que horas? 

— Às 19h, pode ser? 

— Tá bom. Você tem carro? 

— Não, vamos de ônibus. 

Arqueei a sobrancelha, surpresa. 

— Você só pode estar brincando, né? 

Ele sorriu, meio provocador. 

— Por que, princesa? Prefere ir de carruagem? 

— Claro que não. Mas assim... deixa pra outro dia, talvez. 

Ele riu e balançou a cabeça. 

— Tô brincando. Vamos a pé, vai ser mais romântico. 

Não consegui evitar um sorriso. 

— Tá bom, então. 

Voltei para o meu quarto, e a Carol logo percebeu minha expressão animada. 

— O que aconteceu? — ela perguntou, curiosa. 

— O príncipe encantado me chamou para sair. 

Ela soltou uma risada. 

— Bateu a cabeça? Príncipe encantado não existe. Mas me diz, é o da Branca de Neve ou o da Cinderela? 

— É o meu príncipe. 

Passei a noite imaginando o encontro. Mal podia esperar! Só tinha uma certeza: eu não queria perder minha sapatilha de cristal nem comer a maçã da bruxa. 

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Acordei às 7h30 com uma energia diferente. Não sentia fome, mas sabia que precisava ir para a sala de aula porque tinha prova. Depois do banho, pensei em mudar meu visual. Experimentei uma saia longa, uma blusa florida e prendi o cabelo. Completei com meus óculos, mas me olhei no espelho e desisti. 

— Não, assim eu pareço uma tonta — murmurei para mim mesma. 

Troquei para uma saia curta, um cinto de spikes e uma blusa de caveira. Agora sim, era eu mesma. 

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Depois de uma manhã de prova e um almoço tranquilo, a tarde passou voando. Quando deu 17h, comecei a me arrumar. Pedi para a Larry escovar meu cabelo. Fiquei pensando no restaurante chique e na falta de roupas adequadas, mas vasculhando o guarda-roupa, encontrei um vestido preto curto, com borboletas coloridas. Nunca o tinha usado antes. 

Passei uma maquiagem leve, porque não sou fã de nada exagerado, e escolhi uma sapatilha preta com laço. Às 18h55, ouvi batidas na porta. Fui atender e lá estava ele. 

— A carruagem está à sua espera, princesa — ele disse, brincando. 

Ele estava impecável, de terno preto, gravata vermelha e cabelo arrumado com gel. 

— Vamos? — respondi, tentando esconder minha timidez. 

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Chegamos ao restaurante em um táxi. Eu nunca tinha ido a um lugar tão elegante e estava nervosa. Sentamos e olhamos o cardápio. Tinha pratos exóticos, como lagosta e frutos do mar. Ele pediu filé, queijo coalho com mel e outros acompanhamentos. Parecia faminto. Escolhi camarão com cogumelos frescos, aspargos e feijoada de frutos do mar. 

Enquanto esperávamos, ele respirou fundo e começou: 

— Mikaele, sei que essa noite era para ser só divertida, mas preciso falar o que sinto. Pode parecer estranho, mas... eu te amo. 

Quem sabe...amigas?Onde histórias criam vida. Descubra agora