O ônibus seguia seu trajeto de volta para a escola, e o clima estava misturado entre cansaço e agitação. Eu estava ao lado do Nicholas, sorte que as meninas estava no mesmo ônibus que eu.
— Mika, vou conversar com os garotos. Logo eu volto - disse Nicholas
Beijando minha bochecha
Ícaro se aproximou rapidamente quando notou que nao tinha ninguém ao meu lado, sentando na cadeira com um sorriso malicioso.
— Amanhã é o Dia da Mentira — ele disse, divertido. — Vou trollar algumas pessoas.
Eu ri da empolgação dele.
— E o que você vai fazer?
— Ainda não sei, mas tem que ser algo épico.
Antes que ele pudesse detalhar o plano, Carol apareceu, interrompendo nossa conversa com sua típica animação.
— Oi, Mika! Gostou dos presentes?
— Sim, eu amei! — respondi, tentando acompanhar o entusiasmo dela.
Ela me olhou de cima a baixo, franzindo o nariz.
— Sabe, você não parece muito com o Miguel.
— Pareço, sim — retruquei, meio defensiva.
— Não parece nada! Esquece isso, vou sentar com meu amorzinho!
Ela saiu, e eu fiquei pensando na obsessão de todos em comparar minhas feições com as do meu irmão. Só porque Miguel tem olhos azuis e cabelo claro, enquanto meus olhos são castanho-escuros e meu cabelo... bem, nem sei se é castanho claro ou escuro. Ainda assim, o formato da boca, o nariz e as sobrancelhas são iguais. Eles só não enxergam isso.
— Mikaele — Ícaro chamou minha atenção novamente, a voz baixa. — Quando você se perdeu, deixou todo mundo assustado.
— É... — murmurei, sentindo meu rosto corar. Ícaro era o único garoto que conseguia me deixar nervosa sem nem tentar.
— Eu preciso falar uma coisa muito importante com você — ele disse, inclinando-se levemente na minha direção.
— Pode falar.
Ele hesitou, parecia escolher as palavras certas, mas antes que pudesse continuar, Nicholas apareceu furioso.
— Você de novo? Seu otário! Sai daqui agora!
— Você não manda em mim — Ícaro rebateu, firme.
Tudo aconteceu rápido demais. Nicholas deu um soco em Ícaro, que revidou com chutes. Os dois estavam completamente descontrolados, trocando golpes enquanto o restante dos alunos gritava. Em pouco tempo, os dois estavam sangrando, o rosto machucado, até que o motorista precisou parar o ônibus para separá-los.
— Nicholas, você está bem? — perguntei, preocupada, ao ver o estado dele, toquei em seu rosto suavemente.
— Cala a boca, Mikaele! — ele rosnou, a voz carregada de raiva. — O que você estava conversando com ele?
— Nada de mais, só falávamos sobre quando me perdi.
— Só isso? — ele perguntou, desconfiado. — Não minta para mim! Eu vi o jeito que ele olhava para você, como se fosse...
— Eu nunca faria nada contra você, Nicholas. É como se você não confiasse em mim!
Ele não respondeu, mas seu olhar ainda estava carregado de fúria. Antes que a conversa continuasse, Henrique e Diogo se aproximaram, preocupados.
— Aquele cara tá ferrado agora — disse Henrique, cerrando os punhos. — Vamos acabar com ele.
— É isso aí — concordou Diogo. — Ele vai aprender a não mexer com a gente.
Eu quis dizer para eles deixarem isso de lado, mas parecia não ser a hora certa. Decidi me afastar e fui até a Larry e Carol.
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Quem sabe...amigas?
Teen FictionMikaele, ou Mika, está prestes a embarcar em uma grande mudança: uma nova escola, um internato, e a difícil tarefa de deixar suas antigas amigas para trás. Aos 15 anos, ela se junta ao colégio onde seu irmão Miguel já estuda. Mas essa não é uma simp...
