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"Às vezes ela fechava os olhos e sonhava com ele, mas nunca era Jorah Mormont que ela sonhava; seu amante era sempre mais jovem e mais gracioso, embora seu rosto permanecesse uma sombra inconstante."
(Daenerys, A Tormenta de Espadas)
"Ele era quem era: Jon Snow, bastardo e traidor, sem mãe, sem amigos e perdido. Durante o resto da sua vida, não importa quanto durasse, estaria condenado a viver como um estranho, o homem silencioso nas sombras que não se atreve a pronunciar seu verdadeiro nome."
(Jon, A Guerra dos Tronos)
"– Ótimo – sorriu. – Da próxima vez que o vir, estará todo de negro.
Jon forçou-se a devolver o sorriso.
– Sempre foi a minha cor. Daqui a quanto tempo pensa que isso acontecerá?"
(Jon, A guerra dos Tronos)
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Daenerys acordou em um suspiro pesado, como se tivesse acabado de emergir do fundo do mar. Seu peito inflou, e a respiração saiu áspera de sua garganta. Lágrimas desciam incontroláveis por seus olhos verde-azulados, deixando-os brilhantes à luz das velas que crepitavam ao lado da cama, quase chegando ao fim da cera. Sentiu uma forte dor no peito, e a angústia sufocante apertou seu estômago a ponto de lhe causar ânsia. Tentou recordar detalhes do sonho, mas tudo o que viu foi seu amante, o rosto coberto por sombras, debruçado sobre seu corpo inerte , e a faca que ele cravara em seu peito, ensanguentada.
Ela o amava, e ele a matou. Era a única certeza que tinha.
Sentou-se na cama, esfregando a mão sobre o peito latejante, a angústia aumentando conforme as lágrimas molhavam sua roupa de dormir. Seu rosto se contorceu em amargura, e o gosto de bile se espalhando por sua boca a fez querer cuspir.
Missandei entrou no quarto trazendo uma bandeja nas mãos. Daenerys observou a amiga e conselheira aproximar-se dos pés da cama.
Ao notar o vermelho ao redor dos olhos de Daenerys, Missandei fez uma expressão preocupada, depositando a bandeja com chá e torta na mesa ao lado, próxima à porta da varanda. Então se aproximou novamente, sentando-se ao lado dela.
— Outra vez o mesmo sonho, Sua Graça?
Daenerys confirmou.
Quase toda noite era a mesma angústia. Já nem lembrava quando aquilo começara; era como se esse aperto no peito tivesse se agarrado a ela desde o nascimento. Ultimamente estava pior, sufocante e cada vez mais frequente. Às vezes sonhava com uma cidade em cinzas, pessoas gritando aos seus pés, rastejando com a carne queimada; o sangue molhado escorrendo e deixando rastros no chão enquanto imploravam por clemência. Sombras flutuavam pelo salão enquanto o Trono de Ferro ardia no laranja das chamas. Algumas vezes, seu pai, o Rei Louco, sentava-se no trono sorrindo, assistindo mulheres, crianças e homens inocentes queimarem, banhados em líquido inflamável. E ela, sempre ao lado dele, compartilhando de sua alegria.
Cersei é a verdadeira vilã, pensava também em seus sonhos, sem saber o porquê. Por fim, seu jovem amante sem rosto enfiava uma faca em seu peito e tudo ficava escuro.
Às vezes, também, tinha outros sonhos com esse amante, sonhos quentes, em que ele a beijava entre as pernas, dando-lhe um prazer que nunca antes experimentara. A sensação dos olhos dele nos seus quando estava dentro dela, nunca desviando para nenhum outro lugar "o amor entra pelos olhos, Khaleesi", e ele, mesmo sem saber, a olhava profundamente como se enxergasse sua alma. Ela o amava, e ele enfiou uma faca em seu coração.
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Segunda Chance
RomanceDaenerys está em Meereen e, misteriosamente, se lembra de tudo sobre a sua partida a Westeros. Por causa disso decide permanecer no país que a acolhera como uma mãe, mesmo que isso signifique nunca conhecer Jon Snow. O problema é que o inverno está...
