42. Dia turbulento...
Takeda on
Não era alguém sortudo, nunca foi. Tinha algo que o puxava para problemas, como se os chamassem. Um desastre ambulante. Sempre atraindo coisas ou situações anormais. E naquele dia, não seria diferente. Não totalmente.
Acordou cedo, mesmo sendo domingo, dia propício para dormir até mais tarde. Morava sozinho, em um pequeno e confortável apartamento. Gostava de ter seu próprio espaço, mesmo se sentindo solitário na maior parte do tempo.
Era uma pessoa reservada e quieta. Se perguntassem a seus vizinhos quem morava no apartamento 14, diriam que o mesmo estava desocupado. Quase ninguém via o ômega adulto, á não ser quando tinham reunião com o síndico do prédio ou alguma festividade feita para todos do condomínio.
Takeda não se importava. Não tinha tato para interações que não fossem com seus alunos ou colegas de trabalho. Sua família evitava sair por problemas do passado, então cresceu recluso. Mudou assim que se formou no ensino médio, indo para longe, ficou numa república até conseguir juntar dinheiro suficiente para morar sozinho e aqui esta até hoje.
Levantou, espreguiçando-se, indo de encontro ao banheiro, os olhos um pouco fechados, com resquícios do sono. Cabelos bagunçados, rosto amassado pelo travesseiro, vestindo um conjunto de moletom, tomou um rápido banho, colocando outro conjunto parecido, mostrando seu planejamento de não sair de casa.
_Bom dia Sensei. –Cumprimentou a voz, assustando-o ao chegar à cozinha. Estava tão distraído tentando não pensar na dor de cabeça, que nem percebeu uma presença na residência.
_U-U-Ukai-kun! –Exclamei levando a mão até o peito, o rosto empalidecendo minimamente devido ao susto. –O que faz aqui?
_Como assim, Sensei? Você me pediu para passar a noite aqui. Dizendo não querer ficar sozinho. Espero que não se importe por ter invadido sua cozinha. –Respondeu colocando duas canecas de café em cima da pequena mesa, juntamente com algumas torradas, sentando-se em seguida.
_Obrigado. –Agradeceu, pegando uma das canecas, tentando achar algo em sua mente, mas sem sucesso. -Não me lembro do que ocorreu ontem, depois que saímos do primeiro bar junto com os outros professores e técnicos dos times.
_Fomos para outro bar. Não bebi muito, mas você, apesar de ter ingerido menos que eu, ficou completamente bêbado, então resolvi te trazer para casa. Como estávamos um pouco longe peguei um táxi. –Relatava enquanto passava geleia nas torradas. –Quando ia embora, depois de certificar que estava bem, você me convidou para passar a noite, já que estava tarde.
_Desculpe por te causar problemas. Irei retornar o valor do táxi. –Disse envergonhado, não deveria ter se deixado levar pelos outros professores. Sempre fui muito fraco com bebidas.
_Não precisa. Sabe Sensei, você fala muito quando está bêbedo. Foi interessante e revelador. –Comentou com um sorrisinho displicente enquanto terminava de tomar o café.
_Co-Como assim? –Perguntei, pois aquele sorriso deixava algo comprovado: Ukai-kun estava sendo bastante vago no relato, escondendo as coisas importantes e eu tinha completa certeza, que passei mais vergonha naquela noite do que em toda minha vida.
_O que será, Sen-sei! –Disse se aproximando, pegando a caneca já vazia de minhas mãos, dando-me um breve selinho. –Vá se arrumar para podermos ir assistir aquele filme. Assim dará tempo de passar em casa e me trocar.
_Filme? –Indaguei confuso, ainda sentado na cadeira, surpreso com o gesto anterior.
_Você realmente tem amnésia depois de beber tão pouco? Ontem, você disse que queria me convidar para assistir a um filme que estrearia hoje, mas estava com vergonha. Então, vá se arrumar, a menos que queira sair assim, eu não me importo. –Disse divertido.
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Amor Sem Limites
Roman d'amourHinata tinha o desejo de ser como seu Ídolo, o Pequeno Gigante, mas no seu primeiro e ultimo jogo de vôlei seu time formado foi completamente massacrado, fazendo assim um grande rival, onde jurou o derrotar um dia. Quando descobriu ser um ômega iss...
