52. Alfas possessivos e ciumentos...
''Não importa o quanto neguem, o homem é um ser regido por instintos. E é impossível domá-los, por isso não se assuste ao agir feito um animal para proteger algo seu. Essa é a essência da natureza: As batalhas fazem parte para ter uma vida mais feliz. Então, proteja com tudo, o que considera ser seu bem mais precioso, pois uma vez perdido, pode nunca mais ser recuperado.''
Tanaka on
Depois de deixar um belo trabalho no pescoço de Aki, peguei-o no colo da forma considerada mais vergonhosa de se carregar um homem adulto, que para mim, servia apenas para deixar claro a quem ele pertencia e fui em direção á sala. Meu cheiro oscilava de forma descontrolada, impregnando-se possessivamente no corpo do mais velho.
Tinha consciência de não estar com a melhor das feições, mas a raiva juntamente com um pouco de insegurança, sentimentos aos quais não me orgulhava de ter, estavam cada vez mais intensos. Não conhecia Shiroyama-san, mas conseguia ver em seus olhos o interesse amoroso em Aki. E saber que eles tinham a idade aproximada, além de se conhecerem á bastante tempo, não ajudava muito. Na verdade, piorava a situação.
Sim, confessamo-nos no hospital, mas aquela parte da minha consciência que se julga incapaz e inadequado, que tento a todo custo esconder desde a morte dos meus pais, continua a sussurrar palavras negativas, deixando-me irritado e inseguro, pois mesmo tentando e me esforçando, é impossível não concordar com ela. A falta de confiança em mim mesmo é avassaladora.
_Akiteru-san! Você esta bem? Fiquei tão preocupado quando o professor disse que estava no hospital! –Exclamou o homem quando adentramos a sala. Com cuidado, coloquei Aki no sofá de dois lugares, sentando-me ao seu lado. Percebi uma leve irritação passar pelo rosto do alfa, ao ver que ficaria na sala com eles.
_Estou bem. Foi apenas um pequeno susto. Mas o médico pediu que repousasse até segunda. Você trouxe as anotações? Desculpe por fazê-lo ter que vir até minha casa. –Pediu enquanto pegava um montante de folhas. Mas em vez de se afastar, Shiroyama se aproximou mais, ignorando minha presença, ficando á centímetros do outro. Vi seu nariz se contrair, ao notar meu cheiro no corpo do outro.
_Você tem certeza de que esta bem? –Perguntou levando as mãos ao rosto do acastanhado, mas antes que pudesse tocá-lo, segurei seu pulso, impedindo que prosseguisse. Tentava a todo custo controlar meu lobo, que rugia, inconformado de ver outro alfa tocar o que nos pertence.
_Aki-san ainda esta se recuperando. O que se passa na sua mente ao tentar tocá-lo de maneira tão desleixada? Não vê que suas feridas ainda não se cicatrizaram? –Menti tentando manter minha voz normal, me referindo ás escoriações que possuía em seu rosto e braços, não era uma completa mentira, apenas omissão de pequenos fatos.
_Desculpe-me Akiteru. Fui descuidado. –Pediu enquanto se afastava, sentando-se novamente no outro sofá. –O que ele esta fazendo aqui? Não sabia que trazia seus pacientes até sua casa. –Perguntou me olhando de forma atravessada. Podia sentir o desgosto escorrendo pelas palavras.
_Ele não é apenas um paciente, já te disse que é o irmão mais novo da Saeko-san. –Ele respondeu de forma calma, olhando-me por um momento antes de se virar e continuar. –Nós meio que estamos em um relacionamento agora.
Suas palavras nos pegaram desprevenidos. Não esperava que Akiteru fosse contar ao amigo, até por que não definimos exatamente o que temos. Um misto de alegria e satisfação preencheu meu coração, aquecendo-o de uma forma que há muito tempo não sentia. Deixei um sorriso singular se abrir em meu rosto, mandando-lhe um olhar carinhoso.
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Amor Sem Limites
RomantikHinata tinha o desejo de ser como seu Ídolo, o Pequeno Gigante, mas no seu primeiro e ultimo jogo de vôlei seu time formado foi completamente massacrado, fazendo assim um grande rival, onde jurou o derrotar um dia. Quando descobriu ser um ômega iss...
