capítulo dez

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                                         LEVI

Assim que a porta se abre, tento não reagir a presença dela, porém minha caixa torácica quer explodir o meu peito.

O ar fugiu da sala.

Betsy olha da Vanessa para mim e a cor foge do seu rosto, não passou despercebido para mim, que ela foi surpreendida.

Não que eu a culpo, mas a Vanessa praticamente fez um pequeno escândalo quando eu disse que não viria, e como duas contra um, ganha o jogo, acabei perdendo, porque minha mãe deu apoio total a ela.

— Me desculpem o atraso, eu...

— Como sempre, não é? — Você não é nem um pouco responsável com o horário.

A Vanessa retruca, e eu quero levar ela para longe da Betsy com o seu veneno.

A Betsy olha para Vanessa e respira fundo, dá pra ver que ela engole o que quer que ela fosse dizer, mesmo que para Betsy não dizer o que ela pensa é difícil.

— Eu tive um problema pessoal senhora Edwards, mais uma vez peço desculpas.

Betsy gospe as palavras e me encara, querendo deixar bem claro para mim, sua mulher é uma puta.

— Eu não tenho nada a ver com seus problemas, e minha filha que estuda aqui também não, então eu espero o seu profissionalismo. 

Vanessa diz nervosa as palavras, puxa um cadeira e senta.

Vanessa tenha um pouco de educação!

Ela me corta, seus olhos se desviam para mim.

— Porque? — Não estou dizendo mais que a verdade, pontualidade não é uma virtude da senhorita Xitz.

Betsy levanta a mão me parando, ela não quer que eu lute suas batalhas por ela, mesmo Vanessa merecendo ouvir que eu não estou gostando do seu jeito de falar.

— Eu não preciso que ninguém me defende senhor Edwards, mas está aqui uma coisa, eu posso não ter pontualidade, mas eu tenho empenho de ser a melhor para os meus alunos, eu não admito que ninguém julgue meu profissionalismo.

Ela pausa encarando a Vanessa.

— Nem mesmo a senhora. — Agora, vamos ao que nos levou aqui, porque eu ser pontual ou não, não diz respeito a ninguém, essa escola é minha e eu chego a hora que eu quiser...

As palavras sai de sua deliciosa boca com educação e moderação, ela não deixou por menos, devolveu a Vanessa a altura, sem sair dos trilhos e não deixou só a mim de boca aberta, mas também a Vanessa.

— Você ainda quer deixar nossa filha estudando aqui Levi? — Porque se ela aprender ser petulante desse jeito... - Vanessa aponta o dedo para Betsy. — Eu não vou gostar nem um pouco.

— Senhora Edwards a educação vem de casa, aqui eu ensino meus alunos a ler e escrever, agora você como mãe tem que ver o que é melhor para sua filha.

— Para mim já chega, estou levando minha filha agora, porque eu vim aqui fazer exatamente isso. — Eu estava de saco cheio ouvir a Lívi dizer que você é ótima, e dá conselhos a ela que minha filha não precisa. — Como por exemplo, que tem que saber se minha filha pode ter um celular ou não, sou eu e o pai dela e não você!

— Vanessa se acalme, viemos aqui para ter uma conversa civilizada com a Betsy, não essa gritaria.

Os três param, depois que eu termino de falar, se cair uma agulha no chão se ouve, pelo torturante silêncio.

— Como assim Betsy, Levi, que porra de intimidade é essa, você a viu, o que?... — Uma, duas vezes.

Vanessa me olha, seus olhos escuros soltam faíscas raivosas, nem piscam para perder nada.

Paixão Avassaladora Onde histórias criam vida. Descubra agora