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Olhei a hora e o relógio marcava 19:05. Sai correndo porta a fora, peguei minha bicicleta e coloquei meu celular no bolso, conectei no fone de ouvido e segui caminho.

Eu preciso de me desculpar, pedalei e no caminho quase atropelei a Cloe que estava saindo de casa com algumas malas.

- Cloe, presciso falar com você- siç
tudo nessa vida tem um preço e brincar com o sentimento custa muito caro. Hoje você não valoriza o amor que te é oferecido com tanta sinceridade e paixão, amanhã, quando você acordar desse delírio de status medíocre que você quer mostrar aos outros, pode perceber que destruiu esse amor com suas próprias atidudes. Ao invés de ficar tentando me matar vai atrás do Matheus, tá na cara que ele te ama.
A longanimidade é uma qualidade que eu tenho, mas ela tem limite.

- Bom eu te devo desculpas. Temos muitas coisas pra conversar Agatha, não estou dizendo que quero ser sua amiga só precisamos nos falar assim que pudermos. Estou indo embora, mais quando tiver uma oportunidade entre em contato comigo que eu virei.

- An?

- Eu vou atrás do amor da minha vida Agatha, eu cai em mim, agora vi a quantidade de burrice que eu fiz. Espero que um dia você me desculpe.

- Claro que sim Cloe, claro que sim.

- Vou sentir saudades da sua ingenuidade.

Ela entrou no carro e seguiu viagem, eu fiquei parada observando, como tudo isso pode acontecer assim? De uma hora pra outra.

Continuei o trajeto anterior e cheguei na casa do Luka. Suspirei e bati na porta.

- Agatha?

- Oi Anne, tudo bem?

- Tudo.- disse me abraçando- estava com saudades, entra.- entrei e ela estendeu a mão para que eu me sentasse- ao que devo a honra?

- Gostaria de falar com o Luka.

- Ele não está, ultimamente tem saído bastante.

- Ah, poxa.- disse frustada-.

- Se quiser subi e esperar, estou termina algumas plantas.

- A claro, obrigada. Desculpa pelo incômodo.

- Imagina, é um prazer receber você.

Sorri e ela retribuiu gentilmente. Subi e me sentei na cama do Luka.fiquei olhando a decoração. Sorri ao lembrar da fala dele sobre o meu quarto. O dele também é todo preto e branco. Uma coisa me chamou a atenção, uma foto. Era dele e da Anelise, sorrindo.

Um aperto no meu coração foi sentido. Uma lágrima escorreu e meu entusiasmo foi por água a baixo. Eu nunca vou substituir o lugar da Anelise.

Já estava saindo do quarto quando alguém abre a porta. O Luka me encarou surpreso e eu abaixei a cabeça disfarçadamente e em vão limpei as lágrimas.

- Porque está aqui? E porque está chorando?

- Não estou chorando.

- Você está sim, eu vi.

- De qualquer forma eu estava de saída. Não tenho mais nada pra fazer aqui. Além é claro de me desculpar por te interpretar mal.

- Está tudo bem, eu também não interpretaria muito bem se fosse com você... Mais não mente pra mim, me diz porque estava chorando.

- Eu queria muito romper todas as barreiras que existem entre nós, mais sinto por meu amor não ser suficiente pra isso. É o máximo que eu tenho a oferecer.

- Do que você está falando.

Apontei pra foto, ele ficou sem reação. Eu simplismente sai do quarto. Fui interrompida pelo Luka que puxou pelo braço.

Completamente Opostos Histórias para pegar e não largar. Descubra agora