Capítulo 28

105 16 46
                                        

Lá está ela, a G.C. é linda e enorme por se ver do ângulo de baixo parece até que alcançaria o céu sem muita dificuldade, sua cor é azul, com certeza milhares de pessoas moram ali e entre elas podem estar a mamãe o Jonas ou a Marina. Nem mesmo que seja apenas um deles vai valer os meses em choro que passei.

Seis aperta minha mão - Se quiser desistir eu te escondo aqui perto.

Balanço a cabeça - Não vou desistir.

- Sim, eu sei e isso se chama teimosia - resmunga.

- Você me conhece bem.

- Toma. - me entrega uma arma - não quero que saia das minhas costas, mas vai precisar se defender. Sei que aprendeu alguma coisa nas aulas que dei aos soldados não é?

- Sim. Sim - digo nervosa, pegando a arma.

Ele pula do carro e em seguida me puxa pela cintura como se não pesasse mais que uma pena. Seguimos andando por 1km, logo estávamos na porta da dispensa onde não era muito vigiado. Quando todos entra Seis toma a frente e fala.

- São muitos corredores, então vamos nos separar em grupos de seis cada grupo vai em um corredor. Vocês já sabem quem é a menina e lembrem-se só atirar se for preciso.

Os grupos seguiram nos corredores, comigo foram: Seis, Marcos, Oito, Adriana e um dos soldados curados que desconheço. Dessa vez obedeci o pedido do Seis e até demais estava quase colada em suas costas. Se estou com medo? Sim e muito. Seguimos andando em frente. Ouvi tiros, sim agora eles já sabem que estão sendo invadidos, meu Deus.

- Alguém morreu? - indago nervosa.

- Eu não sei. - Seis diz tocando minha mão - você está bem? Parece gelada.

- Sim estou. - minto.

Andamos devagar nos escorando nas paredes para não sermos vistos. Minha respiração estava acelerada, não é fácil quando você é o fardo da equipe a mais fraca e inútil, é assim que estou me sentindo. Seis dá uma olhada em um corredor estreito, então avançamos ao ver que parece não ter ninguém.

- Ei! Ali está a garota. - ouço alguém gritar, o autor da voz vem de um dos corredores e agora está com a arma apontada pra nós.

- Não. Cuidado pra não ferir ela. - outro homem que estava com ele avisa.

Antes que reajam Seis e Marcos atiram matando-os.

- Vem.

Chegamos em um corredor mais largo e cheio de portas, uma do lado da outra.

- Quem está aqui? - perguntei ao Seis, curiosa.

- São os quartos das famílias salvas.

Meu coração dispara, eram vários quartos, várias portas e em uma delas poderiam estar o Jonas a Marina ou a mamãe. Paro e fico de frente aquelas portas encarando-as, Seis não percebe minha pausa e continua andando. Chego perto de uma que me chamou bastante atenção e seguro o trinco com o coração na mão.

- Mamãe? - chamo baixinho quase chorando, encosto a testa na porta e suspiro - Mari?, Jonas? Por favor. - giro o trinco, estava trancada. Uma lágrima solitária passeia por meu rosto. E se eles não estiverem vivos? Foi ali que minhas esperanças morreram de uma vez. Voltando do transe me afasto da porta, ali tinha uma família espantada com os tiros e pra completar uma louca na porta chorando e aquela não era minha família.

Minha atenção voltou-se para os corredores não consegui ver bem então passei as mãos nos olhos limpando a vista e o corredor estava completamente limpo, sem vestígios de pessoas. Corri pra ver se os alcançava, mas não vi ninguém e pra completar tinha três caminhos.

A Cura Zumbi [Em Revisão]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora