Capítulo 08

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   Após entender a importância do meu sangue para a humanidade e saber que meu pai foi quem gerou o vírus (apesar de não estar convencida disso). Ainda me restavam algumas dúvidas como: se fosse mordida por um zumbi eu seria infectada? Se os soldados da G.C. me pegarem eles me matariam depois de tirar o sangue que precisam? Seis ainda estava me ajudando? Onde estava Marcos?... e muitas outras.

   Eu estava na cabana com o cachorrinho, enquanto Seis saiu a procura de comida antes de partimos. "além de ter que lutar pra não ser mordida ainda tenho que me importar com os homens da G.C." resmunguei baixinho.

    Olhei pra o cachorrinho que me fitava - você não tem com o que se preocupar, você não tem problema como eu tenho!

    Ele latiu.

   - será que você tem nome? - perguntei mesmo sabendo que ele não iria responder.

   Ele deita a cabeça de lado.

   - vou te dar um nome! - pensei - você gosta de Pingo?

   Latiu, levei isso como um sim.

    - pronto vai ser pingo.

    Ele deitou nas patinhas e ficou me fitando.

   Eu estava entediada novamente e não estava gostando porque sempre que eu ficava entediada pensava na minha família e sempre que eu pensava neles eu chorava e sempre que eu chorava eu me odiava.

    Ouvi o barulho de uma moto. Seis entra na cabana - encontrei uma coisa melhor que comida - fala - venha aqui.

   Sai pra fora e vi uma yamaha XJ6-F (sei disso porque o Otávio tinha uma).

   - uau - avaliei - mas como assim melhor que comida? Nos vamos comer ela? Porque eu estou morta de fome!

   - ela vai nos ajudar a encontrar uma casa melhor pra ficar e claro comida também - ele monta na moto - vai sobe aí.

   - espera um pouco - corri até a cabana e voltei com pingo nos braços.

    - o que você... Você não quer levar o cachorro quer? - pergunta incrédulo. 

   - e porque não? E o nome dele é Pingo!

   - pode ser até Lula, mas ele não vai, acho que você sabe que cachorros fazem muito barulho.

    Ligou a moto - vai sobe logo.

    - não posso deixa-lo aqui!! Os zumbis vão devora-lo - abracei o Pingo - não vou sem ele. Você não tem coração?

   - então adeus fique aí com o Pingo!  - ligou a moto e saiu.

   - idiota - virei e andei em direção a cabana. Ele que fosse embora, eu não iria deixar o Pingo ali enquanto tinha a opção de ajuda-lo. Escutei o barulho da moto voltando. Virei abrindo um sorriso de vitória.

    - vai sobe antes que eu mude de idéia - disse com o rosto franzido.

   - obrigada - subi e a moto saiu.

    Ao entrarmos na estrada Seis acelera a moto. O vento joga a baba do pingo na minha roupa me fazendo rir. Seis acelera ainda mais, talvez estivesse pensando que sorri dele por eu conseguido o que queria.

    - se segura - alertou. Quando ouvi o barulho dos elicopteros entendi, cortou estrada e entramos no mato, a moto foi parada em baixo de uma árvore. Saímos ao ouvir o barulho se distanciar. Voltamos a estrada.

   - eles não vão desistir né? - perguntei - já estou cansada disso!

   - vai se acostumando isso não vai acabar até te acharem.

A Cura Zumbi [Em Revisão]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora