9 - Pai Encrenca

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Uma manhã gloriosa em São Paulo. O vento friozinho fazia o paulista sair de casa bem agasalhado. Na residência de Jonathan, tudo estava tranquilo. Quer dizer, até o carteiro deixar uma correspondência importante para Samuel, que ainda estava preso no corpo do colega. Wal viu o remetente e saiu gritando por todos os lados. Samuel dormia tranquilamente — sonhava, inclusive, que namorava o Brad Pitt — até que a madrasta de seu amigo entrou no quarto, toda entusiasmada.

— Filhote, acorda, por favor. Olha! — disse Wal, com a carta na mão, dando vários pulinhos de alegria.

— O que foi, Wal? — Samuel despertou assustado e quase caiu da cama.

— Olha! — disse ela, entregando a carta para Samuel. — É da empresa que está fazendo o concurso!

— Mentira... — disse ele, abrindo o envelope desesperadamente e sem acreditar no que lia. — Sr. Jonathan Godoy está classificado para participar do "Bake SP". Wal... — olhou para a madrasta de Jonathan. — Eu passei! — disse, abraçando-a.

— Estou tão feliz! — garantiu Wal, ainda surpresa com as novas habilidades de Jonathan.

— Meu Deus, quando o Jonathan souber... digo, o Samuel, quando ele souber... — disse, animado. — Eu preciso me arrumar! — correu para o banheiro, voltou e completou: — Obrigado, Wal, de verdade! — abraçou a mulher e correu de volta para o banheiro.

— Que felicidade... Preciso contar para o Gláucio. — disse Wal, saindo do quarto para dar privacidade ao enteado.

Como um canhão, Samuel tomou banho e pegou um Uber para a escola. Quando chegou, encontrou Lana e contou a novidade. A garota quase chorou de tanta emoção. Jonathan viu a euforia dos amigos e recebeu um forte abraço, além de um beijo no rosto de Samuel. Meio desconcertado, o jovem quis saber o motivo de tanto alvoroço.

— Eu passei! Quer dizer, tecnicamente você, mas estamos na competição! — festejou Samuel, fazendo a dancinha da alegria.

— O que ele está fazendo? — perguntou Jonathan a Lana, que também começou a dançar.

— É a dancinha da alegria! — exclamou a jovem, fazendo uns movimentos estranhos com as mãos.

— Dança! — pediu Samuel a Jonathan, enquanto dava pulinhos e socava o ar.

— Vocês são estranhos... — afirmou Jonathan que, mesmo contra a vontade, fez sua versão da dança da vitória.

Alguns alunos passavam e apontavam para os três malucos do terceiro ano. Não havia música tocando, mas Samuel, Jonathan e Lana conseguiram contagiar alguns colegas que se aproximaram e entraram na dança.

— Lana, eu já falei para o Samuel e queria repetir para você: desculpa. Essa experiência está sendo uma surra que a vida me deu. Só lamento ter que arrastar o Samuel junto. — lamentou Jonathan, enquanto dançava perto de Lana.

— Tudo bem. No início, eu te achava nojento, mas agora você até que está suportável. — soltou Lana, fazendo os amigos rirem.

 — soltou Lana, fazendo os amigos rirem

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