20 - Para Sempre

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Na vida, passamos por muitas situações. Algumas são fáceis de driblar, outras nos pegam desprevenidos. Todo o bom comportamento de Jonathan sumiu. Ele ficou mais desleixado na escola e, aos poucos, voltou a tratar Wal como antigamente. Na escola, ele pediu ao diretor para mudar de lugar; agora, sentaria ao lado de Lorena. Ninguém entendeu esse novo comportamento do jovem. Quer dizer, Samuel sabia o verdadeiro motivo.

— Oliver. Você trocou o Jonathan pelo Oliver? — perguntou Lana, quase gritando. — Fala baixo.

— Eu não posso acreditar, eu não posso A-C-R-E-D-I-T-A-R! Samuel Costa, eu não posso acreditar.

— Ele não é do meu mundo, Lana. Além disso, o pai dele, sabe... nunca aceitaria. — explicou Samuel, sentando.

— Vocês dois mudaram de corpos, quer um obstáculo maior que esse? Até a Lorena tá achando o comportamento dele horrível, a Lorena! — disse Lana, sentando ao lado de Samuel.

— Eu... eu estou fazendo isso para proteger o Jonathan. — soltou Samuel, chorando.

— Como assim?

— O Oliver tem fotos e vídeos da gente se beijando. Ele me ameaçou.

— Esse filho da... — Lana não completou a frase, pois o sinal da escola tocou. — E o que vamos fazer?

— Nada. Talvez seja melhor assim.

— Samuel, você vai desistir do amor da sua vida? Eu não tô acreditando! Eu mesma vou procurar esse escroto e...

— Elana, você não vai se meter nessa história, ou eu juro por Deus que... — soltou Samuel antes de sair da sala.

— Ele nunca me chama de Elana.

Enquanto isso, Antonella precisava driblar um obstáculo chamado Tia Edite. A idosa praticamente montou acampamento na casa de Henrique. Ela queria fazer o sobrinho terminar com Antonella, pois não acreditava no amor dos dois. Edite pegou o celular de Henrique e encontrou alguém que poderia ajudá-la a acabar com o relacionamento dos dois.

— Boa tarde, tia. — disse Henrique, deixando a carteira e as chaves na mesa. — A Antonella está chegando. Vou tomar um banho.

— Boa tarde, filho. — falou Edite, fingindo que lia uma revista. — Era isso mesmo que eu queria ouvir.
Sorrateira, a mulher entrou no quarto e encontrou Débora, uma ex-namorada de Henrique.

— Ele está aqui? — perguntou Débora.

— Está no banheiro. A demônia está quase chegando. Fica na sala. Já sabe o plano, né?

— Sei, sim. Vou molhar meu cabelo na pia.

Antonella estava estressada. O negócio dela com a irmã cresceu muito, e elas precisavam se desdobrar para atender os clientes, cada dia mais exigentes. Ela tentou abrir a porta, mas a mesma continuava trancada. Ela bateu, e quem atendeu foi Débora, apenas de toalha. Henrique saiu para ver quem era. Ele vestia apenas uma bermuda.

— Que porra é essa, Henrique? — perguntou Antonella, quase chorando.

— Débora? O que você está fazendo aqui? — ele questionou, surpreso.

— Eu não sabia que você estava namorando. Como você pôde? — disse ela, saindo da sala e indo para a cozinha.

— É isso?

— Antonella, pelo amor de Deus, acredita em mim. — pediu Henrique, chorando.

— Eu sabia... eu sabia que isso ia acontecer. — soltou Antonella, decepcionada, saindo aos prantos.

— Filho, não vá! — ordenou Edite, aparecendo.

— Tia? O que está acontecendo?

— Essa mulher não te merece, filho.

— Eu quero que a senhora saia daqui! — gritou Henrique. — As duas, agora! Fora daqui!

— Filho... pra onde eu vou? — perguntou Edite, chorosa.

— Pro inferno, lugar de onde a senhora nunca devia ter saído! Por isso toda a família lhe deu as costas. A senhora é um demônio!

— Henrique, por favor... — implorou Edite, chorando. — Pra onde eu vou?

Depois de provar que tinha cortado relações com Jonathan, Samuel encontrou Oliver para um encontro. Eles foram a um restaurante badalado. De longe, Lana e Lorena observavam os dois. Elas queriam achar uma forma de livrar Samuel daquela situação. Jonathan começou a distribuir currículos pela cidade e viu que aquele lugar precisava de empregados. O jovem não pensou duas vezes. Quando saiu do escritório, encarou Samuel e Oliver juntos.

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