15 - Primeiro Encontro

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— Tá, então, depois do acidente vocês mudaram de corpo? — perguntou Wal para Samuel e Jonathan.

— Isso, Wal. Nossa, você é uma gênia. — soltou Jonathan, impaciente, andando de um lado para o outro.

— Jonathan. — repreendeu Samuel.

— Desculpa, Wal. — falou Jonathan, sentando.

— Nossa, como você fez isso? — perguntou Wal, pegando no ombro de Samuel.

— Prática. — afirmou Samuel, piscando para a madrasta do amigo.

— E também tem uma mulher que vive deixando mensagens para vocês? — questionou a mulher.

— Isso. Ela nunca diz o nome dela. Na verdade, nem dá tempo de perguntar. Tudo é muito rápido. — explicou Samuel.

— E você, Jonathan? Estão te tratando bem? Se quiser, pode se mudar para cá.

— Não precisa. A mãe do Samuel é muito boazinha. Eles precisam de mim. — garantiu Jonathan, todo orgulhoso.

— Tudo bem, a gente só precisa pensar direito. Ah, já sei! Vocês pensaram em trombar? — sugeriu Wal, batendo as mãos.

— Não. — responderam Samuel e Jonathan juntos.

— Puxa. Espero que essa senhora apareça logo. — comentou a madrasta de Jonathan.

Após levar um fora de Jonathan, Oliver decidiu procurar um psicólogo. Ele queria entender os mistos de sentimentos que se embolavam no seu coração. Segundo o especialista, não era bom o jovem criar expectativas com seu amigo, uma vez que o mesmo não havia mostrado interesse. Mas a cabeça de Oliver, cada vez mais, criava uma fantasia em que ele e Jonathan teriam um relacionamento.

Ainda naquela tarde, Oliver chegou em casa e encontrou seu primo na piscina. Ele tentou lutar contra seus instintos sexuais, porém acabou transando mais uma vez. Como meio de se punir pelos vacilos, Oliver começou a se machucar: pegou a chave da moto e a passou várias vezes em sua coxa direita.

Todo mundo sabia que Lorena Viana era uma típica patricinha de São Paulo: uma ótima aluna, sempre tirava boas notas, mas, em questão de relacionamentos, não tinha muita sorte. Ela e Kleiton, o baixista da banda Black River, completaram, naquele dia, um mês de relacionamento. Eles decidiram jantar para celebrar a data.

— Você fica linda a cada dia. — comentou Kleiton.

— Para, assim eu acredito, seu bobo. — respondeu Lorena.

— E aí, irmãozinho. — disse Saulo, se aproximando da mesa do casal.

— Saulo! — exclamaram Lorena e Kleiton juntos.

— Olha só, vocês estão namorando? — perguntou o jovem.

— Sim. — afirmou Kleiton, pegando na mão de Lorena.

— Bem, eu não quero atrapalhar nada. Vou para o bar. Até mais, maninho. — falou ele, saindo e deixando um clima horrível.

— Você conhece o Saulo?

— Digamos que sim. — respondeu Lorena, ficando vermelha.

— Essa não. — reclamou Kleiton, batendo a cabeça na mesa. — Ele sempre faz isso, que merda.

— Faz o quê? — questionou Lorena.

— Sempre fico com os restos do Saulo.

— Ei, garoto, me respeita! — protestou Lorena, dando um tapa em Kleiton, se levantando e indo embora.

— Espera! Não quis dizer isso, Lorena. — disse ele, indo atrás da namorada, mas voltando para pagar a conta. — Droga, que merda, Saulo...

Samuel convidou Lana para jantar com ele. A pauta da noite? O encontro dele com Jonathan. Na opinião de Lana, ele não deveria misturar as coisas, mas apoiou o amigo na decisão. Já Jonathan contou tudo para a mãe de Samuel. Eles conversaram bastante sobre relacionamentos.

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