10 - Master Samuel

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QUERO DESEJAR UM ÓTIMO CARNAVAL PARA TODOS VOCÊS. CURTAM, MAS COM RESPONSABILIDADE. VOU PUBLICAR O PRÓXIMO CAPÍTULO SÓ NA SEGUNDA-FEIRA, DIA 24. APROVEITEM A CAPÍTULO DE HOJE:


25 chamadas não atendidas. Samuel olhou para o visor do aparelho e se assustou com a quantidade de ligações de Jonathan. Não demorou muito para que o amigo entrasse no quarto. Jonathan estava nervoso e não conseguia se expressar direito, então Samuel o segurou pelos ombros e o chacoalhou. Na verdade, o jovem sempre viu isso nos doramas — as famosas novelas coreanas — e queria testar em alguém.

— Ok, isso ajudou... um pouco. — reclamou Jonathan, pegando no ombro. — Na real, doeu muito.

— Agora pode falar o que houve? — pediu Samuel.

— Cara, o nosso pai... quer dizer, o teu pai apareceu. Eu me encontrei com o Oliver no Ibira e...

— Pera aí, você se encontrou com o Oliver?! — gritou Samuel, puxando Jonathan pela orelha.

— Não, espera, para! Tá doendo! — choramingou Jonathan.

— É pra doer mesmo! E a parte em que a gente combinou de não usar o corpo um do outro?! Você tá me prostituindo, é?!

— Não, não tô! Eu juro. E, outra, ele nem gosta de mim... ele gosta de você.

— Ah, é? — perguntou Samuel, finalmente soltando a orelha do amigo. — E o que ele disse de mim?

— Samuel, foco. Você não ouviu o que eu disse? Eu encontrei o João, o teu pai.

— Sério? — Samuel mudou de expressão. — E... e como ele tá?

— Não sei. Eu desconversei e saí correndo. Mas não fui muito longe... me joguei num arbusto gigante.

— Você falou com a Isabella? — perguntou Samuel, sentando na cama.

— Ainda não. Procurei você primeiro. Eu não sei o que ele quer. — disse, sentando ao lado do amigo.

— Seu rosto... — Samuel tocou o rosto de Jonathan. — Você se cortou. Espera. — foi até o banheiro e pegou um kit de primeiros socorros.

A relação entre os dois havia mudado bastante. Pouco a pouco, um conquistava o outro — fosse pela simplicidade, inteligência ou companheirismo. Pela primeira vez na vida, Jonathan sabia o significado de ter um verdadeiro amigo. Mas o que havia causado tanta mudança? Jonathan enxergava no amigo um ser humano preocupado com o próximo, mesmo que esse alguém já o tivesse feito sofrer.

Com muito cuidado, Samuel fez o curativo no amigo. Depois, começaram a pensar em uma maneira de contar sobre João para Isabella.

— Filhinho, eu trouxe um lanchinho! — avisou Wal, entrando no quarto com uma bandeja.

— Não precisa! — gritou Jonathan, no corpo de Samuel.

— Samuel! Que grosseria! Isso não é jeito de falar com a MINHA madrasta. Peça desculpas. — interveio Samuel.

— Desculpa, tia Wal. Eu pensei que fosse outra pessoa.

— Oh, tudo bem. Eu sei que tem dias difíceis. Já fui adolescente. Avisa se precisar de algo, Jon Jon. — disse ela, saindo do quarto.

— Jon Jon? Sério? — reclamou Jonathan, revirando os olhos, mas dando uma risada abafada.

— Não fala mal da Wal. Ela é a minha única amiga nessa casa. Você trata ela muito mal. Tem que parar de ser assim. A Wal é tua amiga. Ela ama você e o teu pai. — aconselhou Samuel.

— Nossa, a minha cara de conselheiro é um nojo... Bem, pelo menos o sanduíche dela não é ruim. — pegou um sanduíche e começou a comer. — E quando vamos praticar a receita?

— Que receita?

— A receita do concurso. Precisamos praticar. Eu quero entender os processos. A Lana depende de nós. — disse Jonathan, deixando escapar seu lado protetor, o que fez Samuel sorrir.

Lana e Daniel se encontraram para treinar. A jovem pediu ao amigo pequenas dicas sobre corrida. Daniel era um rapaz bonito e atlético — arrancava suspiros de várias garotas e garotos também. Ele levou Lana para treinar em um circuito acidentado, com muitos obstáculos. Segundo ele, aquilo aumentaria a resistência da colega de equipe.

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