treat me right

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— Precisa de ajuda?     — Pergunta a minha mãe entrando.

— Sim!    — Ela vem ter comigo, pega no pente como quando eu tinha 10 anos e faz umas três tranças a frente e a outra parte fica solta, coloco o perfume e pego a minha bolsa.

— Feliz ano novo! — Digo dando um beijo em sua testa e sem lhe dar tempo de comentar sobre o calção vou a correr ter com Lara, ela estava com um vestido super sexy que valoriza as suas curvas, o cabelo preso e uns saltos que lhe davam o ar de uma garota no seu último ano da universidade.

— Feliz ano novo!      — Digo dando um beijo em sua testa e sem lhe dar tempo de comentar sobre o calção vou a correr ter com Lara, ela estava com um vestido super sexy que valoriza as suas curvas, o cabelo preso e uns saltos que lhe davam o ar de...

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— Demorou hein mas valeu a pena, está uma gata!

— Obrigada, você também está uma maravilha! — Digo pegando na mão dela lhe fazendo dar uma volta...

— E vocês não vão dizer nada? — Lara pergunta olhando para eles.

— Pra quê, se todos os dias vocês estão maravilhosas, nem adianta ser repetitivo todos os santos dias! — Ruan responde tentando nos dar a volta.

— Boa tentativa, mas não foi o suficiente! — Lara responde e entramos no carro...


(...)
Depois de uma longa viajem e eu aturando eles cantando todas as músicas que passavam na rádio eu já não aguentava mais tanta animação só para uma simples passagem de ano, chegamos e mesmo estando fora da casa já conseguia sentir o meu coração palpitar por causa da música extremamente alta, já vi que seria uma longa noite...
Fomos até a entrada e vimos Samuel saindo de casa falando no celular com uma taça cheia de champanhe na outra mão e um daqueles colares coloridos que dão no Havaí, ele termina de falar e vem ter conosco.

— Oi melhor primo do mundo!    — Lara o cumprimenta com um abraço.

— Ainda bem que vieram, sejam bem-vindos à minha casa, fiquem a vontade a galera já está toda lá, bebam o que quiserem mas não demasiado porque a noite ainda não começou e ainda vão beber muito mais então se preparem!   

— Obrigada.      — Dizemos e chegam duas garotas indo ter com ele.

— Minhas gatas quanto tempo, tive saudades vossas!      — Ele diz lhes cumprimentando com um beijo na boca, credo!

...entramos e já tem um cara e uma garota nos colocando um colar igual ao do Samuel, isso é um réveillon ou uma festa havaiana?
Continuamos a andar pelo jardim cheio de luzes coloridas de neon por todo o lado...

No fundo do jardim havia um casal se agarrando de forma desesperada, quando o corredor termina temos um quintal com uma piscina enorme, vamos até as escadas que dá acesso à parte de cima da casa e tem adolescente bebendo por todo o lado, continuam...

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No fundo do jardim havia um casal se agarrando de forma desesperada, quando o corredor termina temos um quintal com uma piscina enorme, vamos até as escadas que dá acesso à parte de cima da casa e tem adolescente bebendo por todo o lado, continuamos a subir e parecia que nunca chegávamos nessa maldita festa e finalmente estávamos no terraço recheado de gente dançando, outras sentadas numas cadeiras e outras sentadas por cima de outras pessoas, umas no bar e de tão bêbados que eles estavam não me admiraria nada se um deles se atirasse daqui...

No fundo do jardim havia um casal se agarrando de forma desesperada, quando o corredor termina temos um quintal com uma piscina enorme, vamos até as escadas que dá acesso à parte de cima da casa e tem adolescente bebendo por todo o lado, continuam...

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— Isso é uma mansão!

— Um bordel, isso sim! — Respondo procurando um lugar para sentar, sento num canto que nos dava a visão de todo o espaço, estavam todos com roupa branca e eu me sentindo a diferentona, garotas com calções que mais pareciam calcinhas, blusas com maior parte dos peitos a mostra, meu calção perto do delas era uma bermuda, garotos fumando com várias garrafas de whisky na mesa deles... como eu disse um autêntico bordel adolescente!



(...)
Depois de uma hora vendo gente aproveitando a festa como se o mundo fosse acabar à meia noite, Samuel pega no microfone e umas garotas começam a distribuir dois copos cheios, um com vodka e outro com champanhe.

— É assim pessoal falta só 1 minuto pro ano terminar então vamos dar o último shot do ano e quando tocar meia noite a gente faz o primeiro brinde... ao meu sinal a gente dá shot! — Ele pousa o microfone, faz o sinal e eu sinto uma quentura imediata atravessando a minha garganta, segundos depois todos gritam "feliz ano novo", fazemos um brinde e do nada apareceram pessoas com pistolas de tinta, eram tintas de várias cores por todo o lado, fogos de artifício, confettis e em questões de minutos a minha mãe já estava ligando pra mim, desço as escadas correndo a procura de um sítio com menos barulho mas havia adolescente cheio de hormônios e barulho por todo o lado, saio da casa e vejo um rapaz vindo na minha direção com uma garrafa de champanhe e uma pistola de tinta, eu era o alvo perfeito e ele me deixa marcada de tinta da cabeça ao pés e de seguida grita "feliz ano novo", quis saltar por cima dele e o enforcar até a morte mas precisava atender o celular o mais rápido possível...

— Você pode me ajudar? Eu...   — Claro! — Ele enche o meu copo com champanhe sem me deixar terminar de falar.

— Pronto, problema resolvido!

— Não é isso, eu quero um sítio sem barulho pra poder atender o celular!

— Você pode ir pro meu carro, é aquele ali ou o que está a frente, eu não sei já estou meio tonto! — Ele dá um sorrisinho e vai embora.

Estava demasiado escuro pra procurar o carro do Ruan então entro num carro qualquer e atendo o celular:

— Oi mãe!
— Porque não atendeu da primeira vez que liguei?
— Estava procurando um lugar sem barulho!
— Está tudo bem aí?
— Está sim, mãe!
— Onde está a Lara?
— Está lá fora, eu estou no banheiro!
— Okay tchau, não faça nenhuma bobagem!
— Tchau mãe, também amo você!     — Ela desliga o celular e dou um gole no meu copo, não sabia se estava no carro certo mas com certeza era bem mais acolhedor que aquele terraço... inclino o banco e olho no celular, 2 duas mensagens do Marcos e do Paulo: "tudo bem meu amor?", "feliz ano novo minha princesa"...

Desligo o celular e paro pra pensar no quanto eu mudei e no quanto eu queria que tudo voltasse ao normal mas isso já não poderia acontecer.
Eu já não era aquela adolescente que acreditava em qualquer palavra bonita vinda de um rapaz, já não podia ser vista como aquela menina ingênua de antes ou uma criancinha aos olhos dos meus pais, muita coisa mudaria a minha vida e eu tinha de estar preparada, começando pela minha viagem, estava na hora de eu ser livre e fazer as minhas próprias escolhas, definitivamente esse seria o meu ano, o ano de eu começar a traçar o meu caminho...
Ouço o suspiro profundo de alguém, dou uma olhada nos bancos de trás e apanho um susto, grito deixando cair o copo com champanhe no tapete.

— Desculpe eu não sabia que tinha alguém aqui, eu... eu, vou limpar isso! — Digo olhando pro cara sentado junto à porta com a cabeça inclinada para trás olhando na janela apertando o celular com as duas mãos.

— Está tudo bem com você?   — Ele não demonstrava nenhuma reação...

— Posso ajudar?

— O que está fazendo no meu carro? — Pergunta sem olhar para mim apertando mais o celular.

— Eu...   — Sai daqui! — Ele não me deixa terminar de falar e como eu não queria confusão, saio do carro e volto pro terraço...

FallingOnde histórias criam vida. Descubra agora