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(...)
"Narração do Victor"

— Ela estava pálida e respirava fundo, esfregava constantemente os olhos, parecia perdida e sem direção não sabia o que estava acontecendo.

— Gelada, o que se passa?

— Me deixe em paz! — Ela responde indo embora mas depois se desequilibra e cai no chão.

— Violeta? Violeta? — Eu gritava pelo nome dela mas ela não respondia, comecei a entrar em pânico... — Mãe! Mãe! — Gritava sem me importar com os vizinhos, só queria que alguém aparecesse para me ajudar.

— O que foi, filho?
Meu Deus do céu Victor, o que você fez? — Ela grita olhando para a Violeta apoiada em mim desmaiada depois a Débora e a Leya aparecem.

— Liga pro pai ou uma ambulância... eu acho que ela teve uma parada respiratória!

— Como assim? Do nada? Victor o que se passou?

— Ela sofre de qualquer coisa nos pulmões e as vezes fica sem ar... isso agora não interessa, temos de ir pro hospital agora! — Digo tentando procurar a bomba na bolsa dela mas era inútil porque ela não demonstrava nenhuma reação, era como se estivesse morta.

— Leya vai buscar a chave do carro! — Ela grita indo até o carro, depois abre a porta e eu cuidadosamente lhe ponho no banco de trás e não saio do lado dela.

— Débora cuida da Leya por favor, Victor liga pro teu pai e explica tudo o que aconteceu! — Ela acelera e eu tentava procurar formas de falar com o meu pai, já sabia que ele iria gritar comigo e me culpar por tudo portanto optei por ligar pra Lara, os olhos dela permaneciam fechados, eu segurava na mão dela na esperança que ela apertasse mas nada acontecia...
Chegamos ao hospital e rapidamente ela é posta numa maca e eu perco a minha gelada de vista, abraço a minha mãe mas esse medo que eu sentia não desaparecia.

— Vai correr tudo bem! — Minutos depois várias pessoas entram na recepção, Lara olha para mim e vem correndo ter comigo.

— Como ela está?

— Ela não abriu os olhos nem por um segundo... estou com medo do que pode acontecer, Lara!
Eu não quis que isto acontecesse, eu gosto tanto dela, eu não quero perder a minha gelada...

— Tem calma, vamos ter fé para que ela reaja... porque eu não vou aguentar perder a minha melhor amiga! — Ela me abraça e começa a chorar, pensei que ela fosse tentar ser forte e isso me acalmaria mas fiquei mais assustado com a sua reação.

— Então é você o Victor....    — Vejo a mãe da Violeta vindo ter comigo.

— Sim sou!     — Respondo tentando parecer corajoso.

— O que aconteceu com a minha filha?

— O que você fez com a minha irmã? — Um dos irmãos dela grita tentando se aproximar de uma forma agressiva mas a Lara o impede e eu só conseguia me sentir mais culpado.

— Eu... eu não fiz nada... estávamos conversando e ela passou mal!     — Digo gaguejando.

— Provavelmente alguma coisa muito grave aconteceu, ela não iria desmaiar assim do nada isso nunca mais aconteceu! — O meu pai diz tentando manter a postura de calmo, tenho a certeza que tudo que ele mais quer nesse momento é entrar na sala e gritar com os médicos para fazerem os possíveis.

— Não me importa se foi o amor da minha filha ou supostamente filho do meu marido... se a minha filha não sair daquele quarto viva, eu mato você também!

— Quem é a Sra. para ameaçar o meu filho?

— Sou a mãe da menina que está lá dentro a lutar pela vida por culpa do seu filho!

— Eu aconselhei à sua filha a voltar pra casa mas ela insistiu, o meu filho não tem culpa da doença da sua filha!

— Roberta, Helena tenham calma... estamos num hospital!

— Eu não quero ter calma, eu quero minha filha, Daniel... eu só quero a nossa filha!

— Não acha que é melhor irmos para casa? Ficar aqui não vai resolver nada!    — Minha diz tentando me acalmar.

— Eu não posso sair daqui sem saber como ela está, não posso deixá-la sozinha agora... você pode ir, a Leya deve estar assustada mas eu não vou abandonar a Violeta!

— Este ambiente não te faz bem, vão querer culpar você do que aconteceu...     — De certa forma eu tenho um pouco de culpa nisso tudo, então eu não posso fugir outra vez na primeira oportunidade... vai pra casa mãe, qualquer coisa eu ligo pra você!     — Ela me dá um beijo e vai embora ignorando a presença das outras pessoas como se nem conhecesse o meu pai, sento numa das cadeiras e tentava me acalmar, estava demasiado confuso.
Olho no celular e haviam várias mensagens da Débora mas a minha mente só se focava na Violeta, o meu coração apertava, estava a sentir um vazio tão grande.


(...)
Duas horas depois um médico se aproxima e nos dá a notícia:

— Eu lamento informar mas... provavelmente ela teve um choque muito grande, acredito que aconteceu alguma coisa que a deixou naquele estado, ainda por cima dias depois de ter tido aquela reação alérgica...

— Mas isso já foi à muito tempo! — A mãe dela responde nos braços do meu pai já com lágrimas nos olhos.

— Mas pode ter sido um dos motivos que levou ela a voltar a ter falta de oxigenação no cérebro... não sendo a primeira vez que isso acontece eu acho que vocês já sabem o final... ela entrou em coma!

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