E se aquele pedaço de gelo que parece ser um iceberg fosse na verdade um cubo bem pequeno? Parece meio impossível mas acontece...
Com o tempo aprendi a ser dura e fria, a vida sem sentimentos era menos trabalhosa, mas eu não sou uma sem noção que br...
— Só está dizendo isso porque está confusa e não está raciocinando direito... não sabe o que sente!
— Sinceramente já não sei o que sinto porque nunca mais me senti assim, eu não sei o que se passa porque a minha vida está uma confusão...
— Como a minha... Mas não temos de passar por isso sozinhos! No fundo só precisamos de alguém para segurar a nossa mão e dizer que está tudo bem... mesmo quando não está tudo bem...
— Outra vez essa conversa, Victor?
— Somos tão diferentes mas passamos por situações parecidas, ao mesmo tempo somos iguais... agora eu percebo o porquê de ser tão fria... mas não tem de ser sempre... Se estiver comigo eu estarei com você!
— Eu não posso... — Pare de colocar impedimentos na sua vida... me dá elo menos uma chance para lhe provar que nem todos são iguais!
— Eu não posso cair outra vez!
— E quem disse que vai cair? Basta segurar na minha mão e se jogar... aceita?
— ...eu... eu... aceito! — Digo gaguejando com as mãos trêmulas.
— Isso é sério?
— Não dizem que a vida é feita de riscos? Só temos de tentar... — Ele faz um sorriso e me abraça tão forte que eu perco o equilíbrio e caímos na areia.
— Por favor não me desiludas, Violeta! — Ele diz pondo uma mecha do meu cabelo por trás da minha orelha, olhamos fixamente para os nossos olhos durante uns minutos e eu só queria que esse momento não terminasse porque nesse momento a companhia dele era a única coisa que me fazia bem, o abraço dele era o único que me fazia sorrir, que me confortava...
— Sempre viemos conversar aqui mas nunca sentimos o mar a tocar nos nossos corpos!
— Prefiro apreciar... mesmo sem o tocar consigo sentir. — Respondo.
— Há sempre uma primeira vez para tudo, vamos batizar este dia!
— Não!
— Sim! — Responde tirando os sapatos, me põe no colo e me leva a correr pro mar, sinto as gotas de água extremamente frias salpicando no meu rosto. Ele me solta e os meus pés tocam na água, parecia uma criança agitada me atirando água, entro na brincadeira dele sem me importar se voltava pra casa toda encharcada...
— Fica mais linda quando sorri! — Ele me abraça e depois nos beijamos... foi o nosso primeiro beijo verdadeiro!
(...) — Está na hora de voltarmos, daqui a pouco a minha mãe acorda e se ela nota que não estou no quarto, ela me mata!
— A minha mãe também já deve estar preocupada! — Entramos no carro e vamos pra casa...
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