for me

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Um mês se passou e eu e o Victor falávamos cada vez mais, é incrível como ele sempre tem uma desculpa ou um assunto interessante que consegue me prender por horas, e aos poucos fomos saindo mais e não ficávamos um único dia sem falar um com o outro mas isso não quer dizer que eu tinha apagado da minha mente o facto dele ser um "player", mas eu era igual à ele, uma "player" por isso tinha noção das coisas, sabia que estaria a perder tempo se acreditasse em alguma coisa melosa vinda dele, não poderia me apegar à um rapaz que acabei de conhecer, ainda mais nas condições que o conheci... tudo bem que eu aceitei ser amiga dele mas a nossa relação não pode e nem passaria disso e eu fazia questão de deixar claro que Victor Davis não seria nada mais que um simples cara para mim...


(...)
— ...tenho dois irmãos e uma irmã, sou a filha mais nova, nasci com 7 meses por causa de umas complicações que a minha mãe teve durante a gravidez e por causa disso ela já não pode ter filhos, com apenas 3 anos fui diagnosticada com displasia broncopulmonar e talvez seja por isso que os meus pais me controlam de forma excessiva, quando tinha 11 anos tive uma parada respiratória, houve a falta de oxigenação no cérebro e fiquei em coma durante duas semanas, a minha mãe pensa que isso pode voltar acontecer a qualquer momento então pensa que a melhor forma de impedir isso é me prender em casa... e você?

— E você age assim? Podia ter morrido e fala como se fosse algo normal!

— Todos nós iremos morrer um dia, eu só podia ter partido mais cedo, nada demais... — Ele me analisa durante um tempo tentando processar tudo e depois ignora.

— Como já sabe tenho uma irmã mais nova, sou o filho mais velho... da minha mãe e é isso!      

— Como assim da sua mãe? E o seu pai?

— Isso não interessa!    — Ele fala num tom agressivo e eu noto nitidamente que esse assunto o incomoda.     — Nunca pensei que praia fosse o seu lugar preferido para estar, visto que você é uma autêntica antisocial e este lugar fica cercado de gente!

— Esse ambiente acalma, o mar me faz pensar que sou livre....   — Digo afundando os meus pés na areia.

— Gelada você é tão clichê...

— E você? Quando vai me mostrar o seu lugar favorito?

— É demasiado secreto para compartilhar com alguém, se eu contar perco o único sítio que me deixa em paz...

— Respeito a sua decisão, como é que correu o encontro com a Cintya? Vocês estão num bom caminho? — Pergunto tentando mudar o clima.

— Você sabe que eu não namoro... sou como você! — Ele diz olhando pro mar enquanto o vento movimentava seus cachos e a t-shirt, sua tatuagem a mostra me transmitia uma grande sensação de liberdade...

— Se é como eu também merece um nome igual ao meu... frio... como o gelo! — Digo e ele rapidamente olha para mim.

— Então essa poderia ser a nossa frase...

— O que quer dizer com "nossa frase"? — Pergunto confusa.

— Eu estava pensando... e se a gente tivesse uma amizade colorida?
Você fica com quem quiser e eu também, mas a gente também pode ficar juntos mas sendo só amigos!

— Eu sabia... — Levanto, pego nas minhas coisas e tento ir embora mas ele vem ter comigo:

— O que eu disse de errado?

— Só se aproximou de mim para isso, nunca quis ser meu amigo... você só queria ter mais uma boca nova para beijar, só quer aumentar o esse ego de que consegue pegar qualquer garota!

— Não é bem assim, no princípio eu realmente não queria uma amizade com você mas depois eu fui me sentindo bem com a sua companhia e vi que você é bem diferente que essas garotas porque é igual à mim e vai me entender...

— Igual à você? Você fica com qualquer uma, não valoriza os sentimentos de ninguém, num dia está com uma e no outro não... você é exatamente o tipo de cara que eu quero bem longe da minha vida!

— E você não?
Seu celular está cheio de caras querendo estar com você e você trata eles como um objeto, não sei quem foi o cara que partiu o seu coração mas tenho a certeza que você não era assim...

— Cara você não sabe nada sobre a minha vida!

— O que eu quero dizer é... eu gosto da minha liberdade, de estar com quem eu quiser, não gosto de controlem a mi há vida... mas eu gosto de estar com você também, gosto de falar com você, quando a gente passa tempo junto porque você me entende... e se juntássemos o útil ao agradável? Podemos manter a amizade e ter algo mais, sem cobranças, sem pressões, ficamos juntos quando nos apetece e nenhum deve nada ao outro... aceita?

— Você é louco!

— E você é igual à mim... é isso que te torna diferente das demais!

— Eu não sei, tenho de pensar!

— Okay não vou pressionar você... — Ele pega nas suas coisas e vamos pro carro...

Passamos a viagem toda sem falar, eu não sabia se aceitava a proposta ou não, nunca nenhum rapaz tinha me feito um pedido desses, nunca nenhum rapaz tinha sido tão direito como o Victor... e se ele pensasse que eu estou sendo fácil demais? Isso pode ser um truque dele só para poder me usar... mas assim eu também estaria a usá-lo e quando me fartasse era só sair desse jogo, até porque não me vejo desenvolvendo um outro tipo de sentimento por ele a não ser uma enorme atração física...
E aí Violeta Bennet, aceitarias entrar no jogo do cara que representa todos os caras que você detesta mesmo sabendo que não vai passar disso... um jogo?

— Chegamos!      — Ele diz parando o carro uma rua antes, como sempre, me fazendo acordar dos meus pensamentos sigilosos...

— Até um dia desses! — Digo saindo do carro e vou para casa.



Oi, meus amores o que estão achando do livro? Será que a nossa gelada vai aceitar? Não se esqueçam de votar e ouvir as músicas porque algumas letras relatam essa estória e vai vos fazer viajar na imaginação...

FallingOnde histórias criam vida. Descubra agora