6. Permitir

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Oi, gente! Desculpa pela demora, vai ficar um pouco mais difícil postar com frequência. Minhas aulas da faculdade retornaram e eu estou bastante ocupada, mas prometo atualizar sempre ou quase todos os dias, porém com capítulos menores.

Não me abandonem e comentem!!!!!!!!!!!!!!!!

PS: RECOMENDO LER ESSE CAP EM LOCAL FECHADO HAHAHA



Cheguei em casa pensando naquilo que eu tinha acabado de fazer. Eu não deveria, eu sei que não. Só que eu não estava arrependida, nenhum pouco. Pelo contrário, eu nunca me senti tão viva, nunca tinha provado um beijo com o encaixe tão incrível quanto aquele. O calor do corpo dela, o cheiro. Mas faltavam apenas quatro meses para o meu casamento, eu não poderia me dar ao luxo de fazer escolhas incertas. Provavelmente a Gizelly não sentia o mesmo que eu, a forma como ela fugiu. Eu não consegui pegar no sono, não conseguia parar de pensar um minuto. E eu nem sequer tinha o seu telefone.

Já sei.

- Alô, Alice? – liguei na secretaria do hospital, provavelmente o telefone dela estava nos registros. – Aqui é a Marcela. Sim, eu preciso de um favor.

Expliquei que era uma emergência para o final de semana. Eu sei que mentir não era o certo, mas eu precisava mandar uma mensagem. O relógio marcava 07h30. Ela provavelmente estava dormindo, pelo cansaço e bebida. Peguei uma garrafa de um whisky forte que eu tinha em casa, coisa que eu nem me atrevia a beber, só que eu precisava. Tomei um terço da garrafa só no gargalo, peguei o celular e mandei somente "Preciso falar com você!". O contato não tinha foto, muito menos visto por último. Não demorou muito para aparecer o online, aquilo me surpreendeu, mas a resposta não veio. Fiquei encarando o celular durante toda a manhã.

Não sei em qual momento eu acabei pegando no sono, mas acordei no final da tarde. Peguei o celular, esperando a resposta que não estava lá. Ela não queria e não iria responder. A única mensagem que me esperava era o Fábio avisando que chegaria somente na segunda. Eu não deveria, mas fiquei aliviada com a notícia, eu precisava de espaço. Pensei em mandar outra mensagem, mas resolvi ligar. Ela demorou, mas atendeu.

- Alô? – a voz dela era baixa e calma.

- Gi? – perguntei, animada pelo fato dela ter atendido. – Posso falar com você?

- Marcela, eu não acho que deveríamos... – respondeu.

- Gizelly, por favor. – suspirei. – Somente conversar.

- Tudo bem, Marcela. Você pode vir aqui?

- Claro! Qual horário?

- Às 20h. – era impressão minha ou ela estava com uma voz um pouco mais animada?

- Ok, combinado. Obrigada, Gi. – falei, ela não respondeu e encerrou a chamada.

Nem eu mesma sabia o que eu deveria falar. Eu não sabia o que dizer. Eu só queria sentir novamente tudo aquilo, queria me aproximar. Me arrumei da forma mais simples possível, não queria parecer chamativa ou algo do tipo. É apenas uma conversa, Marcela. Somente isso. Tomei outro terço da garrafa e chamei um uber. Eu precisava de coragem pra dizer tudo o que eu estava sentindo. Cheguei na casa dela 19h50. Esperei durante os dez minutos no carro, pensando sobre o que eu precisava dizer. Não cheguei em conclusão nenhuma, eu deixaria somente o coração falar. Desci do carro com as pernas quase falhando, me sentia uma adolescente com a sua primeira paixão. Pensei que me faltaria forças pra apertar a campainha, mas eu consegui. Ela não demorou e atendeu prontamente, seu semblante era calmo e leve, assim como ela sempre era.

- Tudo bem, Gi? – perguntei, entrando.

- Tudo bem. Você não dormiu direito, né? – riu. – Nunca te vi com olheiras.

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