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DUOLOGIA OCULTOS - I
Chaol Brekker, tinha um passado árduo; o homem portava seus demônios enraizados por escolhas que não foram lhe dadas no passado. Toda a sua vida havia si...
Não discuto minha vida particular com estranhos. Doctor Who (Classic)
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Assim que chegamos onde eu morava comecei o processo de me organizar, enquanto Chaol permaneceu do lado de fora do prédio para me dar privacidade. Era bom que o homem tinha senso de fazer aquilo por mim, incrivelmente ele conseguia ser um cavalheiro quando queria; mas somente quando queria.
Abri a porta e joguei todas as minhas tralhas em cima da bancada. Observei o meu apartamento que continha apenas a divisória do banheiro. O restante do cômodo era espaçoso, porém um pouco confuso, a sala e o meu quarto estavam interligados.
Abri as janelas para o ambiente poder ser arejado e dali de cima eu conseguia visualizar Chaol que, como se fosse uma águia, observava cada movimento de braços cruzados. Revirei os olhos e voltei a encarar meu pequeno cubículo que estava do jeitinho que havia deixado.
Observei minha cama a alguns metros, e corri para ela, me deitando confortavelmente, sentindo falta daquele cantinho. Me levantei um pouco, analisando o reflexo do espelho que tinha de frente à cama, e meus olhos bateram na mala vermelha que estava em baixo. A peguei e abri, em seguida, me levantei para separar roupas para me manter na casa de Chaol.
Não poderia viver com roupas da tal Avery, provavelmente ela não gostaria que eu usufruísse das suas peças caríssimas.
Quando me dou conta da roupa que estou vestida, decido trocar. Procuro algum vestido e encontro um azul rodado no meio da bagunça do armário e me encaixo nele, já me sentindo melhor sem o aperto da calça jeans. Ainda descalça, me preparo para procurar sapatos, entretanto, a porta da frente ressoa em um movimento de fechadura
— Mierda, Chaol. Você disse sem pressão — resmungo, repetindo a frase que ele havia me dito durante o trajeto até aqui.
Me aproximei da porta, mas ela se abriu. E eu percebi que não era o homem ranzinza. Assustei-me com a figura de Roman parado na minha frente, com um semblante preocupado e até assustado.
Ele não me esperava ali.
Sem pedir licença, se aproximou e me abraçou, enquanto eu continuava estática.
— Que susto você me deu, Ellie — falou baixo, ao pé do meu ouvido.
Suas mãos estavam em minha cabeça, e ele me afastou somente o suficiente para se aproximar e tentar me beijar, mas virei o rosto.
— Espera, você está falando sério? Estava tentando invadir o meu apartamento de novo? — Afastei o seu corpo do meu. — O que está fazendo aqui?
— Você fala como se eu fosse um estranho — sua voz era puro sarcasmo. — Eu precisava saber se tudo estava seguro. E veja só você... O que foi isso no seu rosto? — Ele segurou meu rosto e me fez encara-lo, mudando de foco completamente. — Quem fez isso com você?