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DUOLOGIA OCULTOS - I
Chaol Brekker, tinha um passado árduo; o homem portava seus demônios enraizados por escolhas que não foram lhe dadas no passado. Toda a sua vida havia si...
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Thomas estava ansioso ao meu lado, seu pé esquerdo não parava de bater no assoalho de madeira que rangia um pouco a cada toque do seu pé.
— Dá pra parar? - Indaguei, irritado com ele. — Se ele ver você fazendo isso vai achar que não está pronto e temos que passar por isso juntos, Thomas. Jamais sozinhos, jamais abandonar.
Lembrei a ele do nosso trato. Desde que nos conhecemos anos atrás fizemos esse trato, lidar com isso tudo com ele era mais fácil. Aguentamos cada surra, cada treino e cada castigo quando falhamos, sempre juntos. E não era hora do Thomas ser excluído pelo seu nervosismo.
— Desculpa se eu não me sinto bem com a ideia de matar alguém. — Senti a reprimenda em sua voz, apesar dele ter soado calmo.
Essa dominação de como falava era uma habilidade que Thomas havia dominado com o tempo, depois de ter que mentir tanto por mim. Mentir para que eu pudesse me aventurar, mentir quando eu ficava para trás, para sempre estarmos; juntos.
Thomas era o melhor entre nós, em tudo, e mesmo assim ele mentia e ficava para trás simplesmente para ficarmos no mesmo nível.
— É como Clint disse, não são pessoas, são ratos. Merecem a morte — menti para mim mesmo com aquela frase.
Mas se aquilo me faria dormir melhor a noite, então eu repetiria até se tornar verdade.
— São pessoas, Chaol. E elas só mentiram. — Foi a vez dele me repreender. — Talvez a única coisa que fizeram de errado foi ir contra uma ideia que não concordam. Lembra quando estudamos sobre ditaduras? Isso bem que se parece com um regime opressor.