Running Up That Hill

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Isso não me machuca
Você quer sentir como é?
Você quer saber, saber que isso não me machuca?
Você quer escutar sobre o trato que eu estou fazendo?
Você, correndo colina acima
Você e eu, correndo colina acima
E se eu apenas pudesse
Fazer um trato com Deus
E fazer com que ele troque nossos lugares
Correndo estrada a fora
Correndo colina acima
Correndo pelo prédio
Se eu apenas pudesse, oh...
Você não quer me machucar,
Mas veja quão profundo as balas jazem.
Ignorante de que eu estou te partindo em pedaços.
Há relâmpagos em nossos corações.
Tanta raiva para aqueles que nós amamos?
Me diga, nós dois importamos, não importamos?

Quando eu acordei na manhã seguinte no quarto de Betty, pela janela eu consegui ver a neve começar a cair. O inverno havia finalmente chegado. Toda a paisagem estava se pintando de branco com a fina chuva de neve que caia constantemente. Eu tomei café da manhã com Betty e Alice, depois fui para a minha casa para me vestir, eu precisava ir a Southside falar com Reggie.
Enquanto isso, Jughead, FP e Keller se espremiam no sofá da sala da sra. Smith. Após o ocorrido e a revelação de que o filho dela havia morrido anos atrás, Keller revelou a verdade de que talvez alguém estivesse usando a identidade do filho falecido da mulher para se aproveitar. Ela voltou carregando uma bandeja com chá e biscoitos, colocando no centro da mesa na frente deles. Ela os serviu e se sentou no sofá diante deles, esperando para continuar.

— Nos desculpe por isso senhora Smith, os meus mais sinceros sentimentos pela sua perda mas como eu lhe disse, acreditamos que alguém está usando a identidade do seu filho falecido. Você pode nos falar um pouco sobre Charles? — Keller pediu.

Ela ainda parecia um tanto insegura e desconfiada com todas as perguntas daqueles homens, e os dois com jaquetas de couro pareciam um tanto ameaçadores mas eles estavam com a polícia no final das contas. Talvez colaborar fosse a melhor maneira, ainda mais se o que ele estivesse dizendo fosse verdade, alguém estava usando a identidade do seu Charles para fazer coisas ruins.

— Bom, como eu disse, Charles era um garoto normal. Ele jogava futebol e passava bastante tempo com os amigos, sempre foi muito estudioso. — Ela fez uma pausa, pensativa. — Ele sempre um bom filho, quer dizer, um pouco antes do acidente ele se tornou um pouco rebelde. Ele começou a andar com aqueles garotos de gangue, os Satans. Ele estava sempre junto de uma garota um pouco mais velha, Penny Peabody.
— Você disse Penny Peabody? — FP perguntou, soltando uma risada de nervoso.
— Sim. Ela era loira, um pouco mal educada para o meu gosto. Esteve aqui algumas vezes. Eu e o pai dele até falamos se ela deveria ser investigada ou algo assim, mas foi descartada, afinal, ele morreu em um acidente.
— Senhora Smith, você viu o corpo de Charles? Após ele falecer. — Keller perguntou.
— Sim, tivemos que reconhecer o corpo dele após o acidente. Era ele.

Se eles haviam identificado o corpo do verdadeiro Charles, isso só comprovava que alguém estava usando a identidade do garoto falecido. E Penny Peabody, ela era sinônimo de problemas para FP. Após mais algumas perguntas para a mulher, eles a deixaram com um telefone e a garantia que a informariam assim que tivessem uma solução para a situação. FP ainda parecia um pouco perturbado com a revelação quando eles saíram da casa da mulher.

— E então, o que fazemos agora? Vamos atrás de Penny? — Jughead perguntou quando viu FP aflito e Keller um pouco relutante.
— Penny é uma velha amiga. Ela costuma ser muito próxima de mim e Alice, ela já foi uma Serpente um dia. Penny é uma das poucas pessoas que sabia...
— Sabia o que? — Jughead perguntou confuso.

FP engoliu em seco e andou de um lado para o outro, se esforçando para montar as peças do quebra-cabeça. Ele esfregou as mãos pelo rosto, como se isso o fizesse pensar com mais clareza. Seus olhos pousaram sobre a grossa aliança de ouro branco no seu dedo anelar.

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