Capítulo 4

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Na manhã seguinte ao baile da prima, Isabela tomava seu café ainda sozinha na sala de sua casa. Geralmente a essa hora toda a família estaria acordada, mas chegaram muito tarde na noite anterior. Depois de alguns minutos seu pai entrou sorridente, lhe deu um beijo na testa como de costume e se sentou esperando que lhe servissem o café. Isabela o olhou por cima da xícara de chá, era tão bonito, mesmo com seus 50 anos, na verdade, segundo sua mãe, o tempo só lhe fizera bem.

- O que achou do baile ontem? Perguntou seu pai atrá de uma folha de jornal recém passada.

- Hum, disse ela com a xícara ainda na boca, digamos que foi interessante.

- Soube que você travou conversas interessantes.

- Ah não, mamãe te disse não foi.

- A folha de jornal tremeu, ainda escondendo o rosto de seu pai.

- Está rindo papai, não acredito. Disse ela cruzando os braços desanimada, quando percebo já disse as piores coisas possíveis.

- Bem, disse ele dobrando o jornal e colocando de lado ainda com um sorriso no rosto, digamos que Lorde Ocley realmente precisasse de conselhos sobre sua saúde, o homem quase bebeu a garrafa toda de Albert. Nem quero estar perto quando ele perceber.

Ambos se olharam e caíram na risada imaginando a cena. Ah seu pai era o melhor de todos, o amava mais que tudo, ele sempre a fazia se sentir bem.

- Não fique assim filha, você é perfeita e eu te amo muito assim, do seu jeitinho. Não mude nunca, por nada nem ninguém.

Era tudo que gostaria de ouvir, ainda mais depois que John a acusou de insensata. Tudo bem, tinha que admitir que não deveria ter falado nada sobre sua amante, mas ele provocou, na verdade ele mereceu.

- Obrigada pai, disse ela com os olhos marejados, isso é muito importante para mim.

Ele assentiu com a cabeça e piscou para a filha, voltando sua atenção para o jornal enquanto bebia um gole de café.

- E então, quais seus planos para hoje?

- Na verdade não sei, acho que vou caminhar um pouco pelo Park, ver se acho algo  interessante para desenhar, depois não sei.

- Faça isso meu amor, o dia está lindo hoje.

Isabela terminou seu café e foi para seu quarto se arrumar. Pegou seu chapéu, seu caderno e seu lápis de carvão. Avisou Marie que estava pronta para sair e foi para seu destino, rezando a Deus que não encontrasse ninguém que ofendera recentemente, afinal, o dia estava realmente bonito e não gostaria de desperdiça-lo com nada.

Uma escolha e nada maisOnde histórias criam vida. Descubra agora