Isa sabia que John gostava de cavalgar logo pela manhã, por isso se arrumou bem cedo, mesmo se lamentando um pouco por não dar tempo de tomar o desjejum. Ao descer as escadas, mais rápido e ansiosa que gostaria de admitir, o viu a esperando próximo da escada segurando uma cesta. Ao vê-la sorriu e se aproximou:
- Bem na hora, ele disse a olhando de cima a baixo, está linda, como sempre.
- Obrigada, ela respondeu lhe lançando um sorriso. O que tem ai?
- Ah, aqui tenho algumas coisas bem interessantes para o nosso café da manhã. Sei o quanto você gosta dessa refeição.
- Como sabe? Nunca disse isso.
- Bem, diriamos que mesmo após brincarmos o dia todo e depois dormir bem tarde, ainda assim você acordava cedo todos os dias nas férias para comer o café da manhã.
- Não sabia que reparava nessas coisas.
- Eu também não sabia, ele disse. Bem... vamos então?
Ela concordou e juntos foram para os estábulos pegar seus cavalos. Ele mesmo havia selado os cavalos e arrumado a cesta no animal. Isa sempre se surpreendia com as habilidades dele, e na força, e na voz ... Precisa parar e se controlar, ou não conseguiria continuar o passeio. Ele a pegou pela cintura para ajuda-la a subir no cavalo e a ergueu como se não pesasse nada, ela se ajeitou sobre a cela se sentando com uma perna de cada lado, como sua tia Grace a ensinara. John apenas sorriu, sabia que ela e todas as mulheres da sua família cavalgavam assim, se fosse outro homem não entenderia e ficaria escandalizado, mas ele não, ele a conhecia desde sempre.
Seguiram tranquilamente por uma trilha familiar enquanto conversavam amenidades. John contava sobre as mudanças que fizeram para o inverno, sobre o problema que teve com os criados de sua casa em Londres, sobre luta, conversavam sobre tudo, trocando idéias, rindo, e ele a ouvia, assim como ela. Chegaram ao rio que cortava a propriedade, Isa sempre teve medo daquele lugar, não sabia porque, mas adorava passar horas ali apenas ouvindo o rio descendo furioso.
- Eu adoro esse lugar, e tenho medo ao mesmo tempo, ela disse olhando para o rio não tão revolto como da última vez que se lembrava, é tão difícil aceitar algo incontrolável não é mesmo, algo que não depende de nós. Veja, ela disse apontando para o rio, ele corre e segue seu curso sem se preocupar com o que encontrará pelo caminho, não se importa se poderá ferir ou levar alguém consigo.
John ainda olhava para o rio enquanto refletia sobre as palavras dela, nunca pensou dessa forma, nunca poderia ter comparado o rio a sua vida, mas era isso que estava acontecendo, e ela era o rio, Isa era essa força que arrastava seu coração sem se importar com o que ele acreditava, pelo menos achava que acreditava, pois agora não sabia de mais nada, apenas que a queria ao seu lado, para sempre.
- Talvez, ele disse depois de alguns instantes, o importante seja seguir esse curso, deixar que o rio te leve ao seu destino.
Ela o olhou confusa tentando decidir se ele estava realmente falava sério. E então sua barriga respondeu antes, roncando bem alto. Ele tentou se segurar, mas começou a rir e ele também, se sentindo contagiada, ambos se sentaram na grama úmida sem se importar.
- Já sei que você está com fome, me desculpe.
- Bom, acho que não posso negar, estou faminta.
Começaram a arrumar a toalha sobre a grama em um silêncio confortável. Isabela sentiu a boca salivar ao ver todos seus pratos preferidos ali. Tinha torta de morango, croissant, bolo e muitas outras coisas. John sorriu e começou a servi-la, cortou um pedaço de torta e lhe estendeu o pequeno prato. Depois de algumas garfadas, o canto de sua boca ficou suja de chantili , a cada vez ela passava a lingua delicadamente, fechava os olhos e gemia de satisfação. John ficou hipnotizado pela cena, se esquecendo completamente de sua própria torta, Isa percebeu e disse:
- Não está com fome?
Ele despertou e se ajeitou, tentado aliviar discretamente a preessão que surgiu em sua calça.
- Você nem imagina, ele respondeu dando uma grande garfada em sua própria torta. Ela começou a sorrir e se aproximou passando o polegar pelo canto de sua boca, por instinto, ele segurou seu pulso onde estava e chupou o doce de seu dedo, fechando os olhos e gemendo com a lembrança do gosto dela. Ao abrir os olhos o que viu o abalou, ele viu desejo, o seu desejo refletido em seus olhos.
- Não me olhe assim Isa, por favor, prometi que não lhe tocaria antes que tomasse sua decisão.
Ela estendeu a outra mão e tocou seu peito, que arfou com o toque leve.
- Eu não prometi nada a ninguém. Ela respondeu se aproximando mais, agora tocando seu rosto. Depois se aproximou mais um pouco e beijou seu rosto sentindo seu cheiro tão delicioso e familiar, depositou mais um beijo no canto de seus lábios onde antes havia o doce e depois lentamente se aproximou de sua boca. Ele gemeu alto e a segurou pela nuca aprofundando o beijo a trazendo mais para perto de seu corpo, Isa se agarrou em seu pescoço e subiu em seu colo de forma desajeitada devido a sua saia e a pressa, mas com movimento experientes, ele a encaixou perfeitamente sobre suas pernas. O beijo ficou mais urgente, mais faminto, Isa sentia as mãos de John por todo seu corpo a tocando, a apertando.
- Deus você é tão linda, tão perfeita.
Ela queria responder que não, não era perfeita, nem de longe, mas não conseguiu, apenas tentou desabotoar seu colete e tirar sua camisa de dentro da calça, mas foi impedida por ele que segurou suas mãos que tremiam de desejo.
- Não, ele falou num sussuro, não podemos.
- Sim podemos, ela disse.
- Não, eu te disse, prometi a mim mesmo que faria da forma certa.
Ela parou por um instante tentando recobrar a compostura, se sentou novamente na grama arrumando de forma desajeitada seu vestido. Ainda de costas ela disse:
- Pensei que se sentia atraído por mim.
- Isa, ele disse se posicionando em sua frente erguendo seu queixo, olhe para mim. Você não imagina o quanto te quero, o quanto estou me segurando, você é a mulher que mais quero na vida. Mas você não merece perdeu sua virgindade aqui, no chão, você merece uma cama grande e macia, um quarto aquecido, merece usar sua melhor camisola para que eu possa despi-la e a tomar de todas as formas. Não confunda controle com falta de desejo, pois nada poderia estar mais equivocado.
Ela o olhou emocionada, estava ali tão insegura a alguns instantes atrás e agora se sentia a mulher mais querida do mundo, e logo por aquele homem que tanto a confundia e que tanto amava.
- Você parece ter passado bastante tempo pensando sobre isso, ela disse sorrindo.
Ele sorriu mais ainda e encostou sua testa na dela e disse:
- Você não tem ideia garota.
Sorriram ainda próximos e depois começaram a organizar tudo para continuarem o passeio.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Uma escolha e nada mais
Roman d'amourPara Lady Isabela Winton Grayson, parecer uma jovem delicada e tímida nunca foi fácil. Sentia em seu coração a necessidade de falar e de ser ouvida constantemente, e geralmente conseguia se safar das consequências de sua língua devido a influência d...
