Capítulo 32

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John não conseguia parar de sorrir diante das sensações que sentia ao olhar para Isa. Mais parecia aqueles homens tolos que costumavam aparecer nos romances e que ele sempre zombava, mas na verdade estava adorando, amando para ser mais preciso. Se sentir assim tão entregue, era como se o peso de seu corpo tivesse diminuído, pois ele o dividia com ela.

Isa também sorria, não sabia o motivo dele, mas em seu coração já havia tomado uma decisão, aceitaria o que ele tinha a oferecer, cansou de temer fazer o que seu coração pedia, por isso pararia de pensar um pouco e simplesmente viveria, aproveitaria cada pedacinho de felicidade que a vida lhe oferecera.

Um trovão cortou o céu e o cavalo de Isa se sobressaltou, mas habilmente ela conseguiu controla-lo. John se aproximou rapidamente e a olhou preocupado.

- Estou bem, ela disse, mas acho melhor voltarmos, mais um trovão desses e ...

Isa nem teve tempo de terminar, um novo trovão iluminou o céu e o cavalo empinou, o cavalo de John também se assustou e quase o derrubou se ele fosse menos experiente, mas o cavalo de Isa continuo a se debater, e quando John conseguiu olhar para trás quase sentiu seu corpo perder a vida, ela se aproximava da borda do rio perigosamente.

- Isa, gritou ele, mas não houve tempo, o cavalo virou mais uma vez a derrubando da cela diretamente para o rio. Ele Desceu do cavalo e correu para onde a tinha visto cair. Gritou seu nome mais uma vez e então viu seu braço na superfície, já um pouco longe dali. Sem pensar muito, apenas pulou no rio, e mesmo em desespero, sabia ser inútil nadar contra a correnteza. Viu que ela se aproximava de um tronco, teria que ser rápida, então gritou.

- Segure no tronca, Isa, se segure amor...

Ela pareceu escutar uma voz ao fundo, e viu o tronco, e quando se aproximou mais um pouco se jogou para o lado e segurou um galho que boiava. Não conseguia mais sentir as pernas ou braços, mas tirou forças de onde não sabia e se agarrou, mas não conseguiria por mais tempo, e quando achava que não conseguia mais, sentiu um corpo em suas costas a segurando e sussurrando em seu ouvido:

- Estou aqui amor, está tudo bem. Você conseguiu...

A voz dizia coisas reconfortantes que a envolveram, fazendo com que sentisse seu corpo aquecer. Ao abrir os olhos já estava deitada na grama e ouviu a voz a chamando e depois a sacudindo.

- Isa, Isa, acorde,ah meu Deus acorde.

Ela sentiu o peito e a garganta queimando e depois começou a tossir muito. John a segurou pelas costas e acariciou seu cabelo.

- Ah Meu Deus, obrigado, obrigado...Ele dizia, obrigado.

Depois de alguns minutos sem fôlego, ela conseguiu se sentar e se acalmar. Abriu os olhos e viu John ao seu lado todo encharcado e tremendo, com os olhos cheios de lágrimas. Quando ele a viu de olhos abertos a puxou para si e a abraçou apertado. Sussurrava agradecimentos e depois ficou em silêncio. Isa colocou a mão em seu peito molhado e o afastou levemente, só o suficiente para olhar em seus olhos.

- É isso que quer John, ela disse, quer uma duquesa desastrada, que fala demais e cai em rios. Quer isso para o nome Somerset?

Ele também a olhava de forma intensa com aqueles olhos azuis incríveis, acariciou sua bochecha e disse:

- Não sou um duque ainda Isa, e nem espero ser tão cedo. Mas não, não é isso que quero para o nome Somerset, é isso que quero para mim.  Por minha sanidade, você está enraizada na minha mente desde que me beijou naquele jardim. Tentei de todas as formas te afastar, por que você é demais para mim, mas não consegui, toda essa sua energia me preencheu. 

- Você me quer, tem certeza, não quero que fique comigo achando que vou mudar quando nos casarmos, porque não vou, sou assim, desajeitada e ...

- Shh, não diga mais coisas assim, eu quero você, por você ser assim. Eu por inteiro, quer cada pedacinho seu, cada pensamento louco, cada vaso quebrado, tudo. Eu amo você Isabela, amo.

Isa ficou sem reação por um segundo e depois o abraçou a inda mais apertado.

- Ah John, eu te amo tanto, tanto... 

- Você me ama? Ele disse confuso, você me ama mesmo? Mas e Charles?

Ela acariciou seu rosto ainda emocionada e sorriu dizendo:

- Sempre foi você, sempre. Charles é meu melhor amigo e o amo também, mas é você que eu quero.

Os dois finalmente se beijaram trocando confidências silenciosas e jurando aos céus que mereceriam aquela chance de serem felizes.

- Temos um pequeno problemas, disse Isa depois de alguns minutos.

- O que houve? ele perguntou preocupado.

- Eu prometi que se você dissesse que me amava, me casaria com você no mesmo instante. Como resolveremos essa questão?

Ele sorriu e roubou mais um beijo.

- Então faremos isso, ele disse se levantando e sentindo uma rajada de vento frio, mas antes precisamos nos secar.

Ele a ajudou a se levantar e lentamente foram em direção ao cavalo de John que pastava ali perto.

Uma escolha e nada maisOnde histórias criam vida. Descubra agora