Olhos fixos como um gavião a procura de carcaças elegantes e ávidas para tomar em seu bico ligeiro e atento, pois era disso que sua vida se valia, dos detalhes: desde o vôo que poderia até começar sem rumo, as pupilas batendo de instantes em instante sem que nem mesmo o vento pudesse atrapalhar, o som de suas asas batendo fortes guiando seu corpo até o caminho que se abrira devido aos medo de andorinhas e outros pequenos pássaros de trombar em sua frente e, por último, o pouso certeiro e rápido fazendo assim com que se orgulhasse de si mesmo, do trabalho que estava desempenhando naquele momento.
Moonbyul não estava muito diferente de seu amigo animal não tão preferido. Não existia vôo pois suas asas ainda estavam sendo observadas por uma visão superior, estava sendo testada e não existia muita estratégia a ser seguida, a não ser demonstrar tudo o que poderia fazer naquele curti espaço de tempo. Suas galáxias escuras tornaram-se um looping infinito enquanto seus dedos envoltos na caneta comum, guiavam os movimentos pelo papel com liberdade e era esse o verdadeiro motivo de seus rabiscos: Liberdade. Permitiu a si mesma esboçar um pequeno sorriso enquanto encostava seu tronco um tanto dolorido na cadeira giratória que, parecia ser muito confortável para o pouco tempo que foi apreciada; tinha se empolgado tanto que em minutos esqueceu que tinha uma coluna podre e que necessitava de um recosto para retomar os pensamentos.
Durante dez minutos, ela e Yongsun dividiram as duas metades do velho caderninho sem pauta repetindo o Solarsido quantas vezess forem possíveis, com fontes e cores diferentes apenas para aquela edição digital.
Suspirou cansada vendo a empresária fazer o mesmo deixam com que a caneta em seu punho fosse largada na lombada do caderno, fazendo então com que uma mescla de temperaturas pudesse ser sentida pelos proximidade de ambas as mãos. As de Moonbyul estava sujas, com pequenos pingos azuis e negros o que a fazia pensar que tinha feito um bom trabalho. As de Yongsun limpas, abraçadas por anéis e pulseiras que deveriam custar os olhos da cada, pensou a mais nova. Mais parecia uma obra de arte que estavam contemplando, mas na realidade o trabalho de ambas agora era achar algum detalhe que lhes chamasse atenção.
— Acho que alguém não sabe usar canetas. — A risada nasal de Solar terminou a frase enquanto suas mãos pegavam o caderno para que pudessem analisar com mais eficácia.
— Suas mãos são grandes demais toda vez que você escrevia me borrava, ok? — Emburrou-se no mesmo instante e pela primeira vez, a loira com seguiu ham reação diferente do que se acostumou a ver. — Pra alguém que tem mãos grandes você desenha bem.
Disse baixo torcendo os lábios em afirmação e talvez num processo interno de negação, afinal achava que a modelo era apenas a mandante e não que fosse capaz de colocar tanto a mão na massa como estava vendo. Espantou os pensamentos com uma leve coceira no couro cabeludo e então, levou os dedos até o antebraço bronzeado de sua dupla trazendo-o para trás, apenas para que pudesse ver melhor tudo o que estava escrito nas folhas brancas e grossas; deslizou por ali até os dedos que seguravam o objeto apontando algo.
— Também gostei desse. Estava tentando me inspirar naquelas fontes bolha, conhece? — Olhou a mais alta esperando uma resposta que veio com um gesto de cabeça. — Inicialmente eu iria arredondar as bordas, mas me veio a cabeça você falando que precisamos de algo novo, então eu..
— Deixou reto para dar uma sensação de profundidade e a emoção de curiosidade. — Terminou a fala da mulher ao seu lado contornando o traço fino e um tanto desengonçado registrado ali. Balançou a cabeça e sorriu abertamente. — Eu quero usá-la, mas não conjunto. Vamos usar duas fontes diferentes, que tal? Que se encaixassem.
— Não é uma má idéia. Que tal uma que você desenhou? Talvez essa. — Apontou a primeira que foi feita naquele caminhar. — Tenho uma queda por coisas mais clássicas.
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Fetiche
FanficQuando a dona de uma das mais conceituadas revistas da Coréia, volta a praticar seu antigo hobby: voyeurismo. O quão patético seria apaixonar-se por uma da pessoas que passava por sua cabine todas as noites, mesmo que não pudesse ver seu rosto? Até...
