Houve uma queda de energia e era quase impossível enxergar direito naquela escuridão.
Olho em volta e nenhum dos meus amigos estavam mais na pista, se saíram enquanto eu e Calum dançávamos juntos seria impossível ter percebido. Olho mais uma vez o moreno na minha frente e ambos ainda encontrávamos confusos com a sequência de acontecimentos, não raciocinava direito mas o que sabia era que estava tudo completamente escuro e precisávamos encontrar nossos amigos e sair logo dali.
Calum entrelaça seus dedos nos meus me guiando pelo meio da pessoas. Olhamos em volta mas não achávamos ninguém. Paramos em um canto e eu aproveito para pegar o celular para tentar contato mas estava sem sinal.
Começo a me sentir sufocada ali dentro, um lugar cheio e que agora começava a ficar calor demais sem o ar condicionado ligado. Com certeza, a quantidade de álcool que eu ingeri durante a noite também estava influenciando. Sinto uma falta de ar enorme, tento respirar fundo mas minha cabeça só doía e sentia meu corpo queimar.
– Tá tudo bem com você? – Calum percebe eu tentando puxar ar para os pulmões, não o respondo mas nego com a cabeça – Meu deus sua boca tá seca.
Diz para sairmos dali e pergunta se consigo caminhar, me sentia fraca então ele decide me carrega pela cintura e uso seu ombro de apoio.
Andamos com dificuldade pelo meio das pessoas mas conseguimos chegar na porta de saída.
– Com licença – Calum pede para alguém que tampava o caminho, não demora muito para percebermos que era o segurança parado na porta.
– Ninguém pode sair ainda. – responde.
– Desculpa mas preciso que me deixe passar, ela tá passando mal.
– Não tem como, peça uma água no bar e fiquem lá até que possam sair.
– Me desculpe? – Cal pergunta começando a ficar irritado – Que tipo de medida de segurança é essa que não prioriza a saúde de uma pessoa? Não faz nem sentido. – seu tom de voz aumentava.
– Vou pedir que por favor pare de gritar que se não vou ter que tomar providências.
– O que? Vai expulsar? – Calum ri irônico – Vai em frente, sair daqui é o que eu quero.
Observava o guarda na nossa frente ficar inquieto e começo a ficar nervosa com medo de onde aquela conversa iria chegar. Sinto meu estômago revirar e minha cabeça pesar.
– Calum... Eu vou vomitar. – digo com dificuldade.
Se assusta com a informação mas não demora muito para agir, me pega no colo para que chegássemos mais rápido no banheiro e me tira de seus braços assim que parávamos na porta.
Sinto minha garganta queimar e não aguento até a cabine e acabo sujando meu vestido. Corro até a ponta da privada e me agacho jogando tudo para fora.
Vou até a pia lavar o rosto ainda me sentindo meio tonta. Calum me esperava apoiado no mármore com semblante preocupado.
– Ugh, não acredito que fiz isso. – resmungo enquanto tanto limpar meu vestido com um papel molhado. Calum sorri pequeno.
– Aqui, coloque isso, vou te esperar lá fora. – tira seu moletom do corpo e me entrega, já saindo pela porta, me deixando sem tempo para agradecer.
Tiro o vestido justo e agora, úmido, com dificuldade e coloco o casaco que havia ficado gigante, cobrindo o mesmo que o vestido cobria. Sinto o perfume de Calum grudado na peça de roupa e sorrio sozinha por lembrar sempre de seu cheiro. Limpo o tecido sujo até onde consigo e saio do banheiro.
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burn too bright - cth
Fanfiction"(..) hoje, em particular, estou melancólica, talvez seja a última vez que possa vivenciar momentos assim que até então eram rotina. Muita coisa vai mudar(..)"
