{Segunda temporada de Imparcial Summer.}
Anos se passam, os jovens crescem e a vida continua. Can, agora com seus 23 anos, é chefe de uma equipe de policiais da C.I.A da Tailândia, tendo milhares de casos ligados a um serial killer para resolver, qu...
O trânsito estava calmo, mesmo tendo em vista um crime ediondo, as ambulâncias barulhentas e as sinalizações da policia. Não demorou muito para chegarmos no local do crime, Ae estaciona e eu logo desço do carro, passando pela faixa amarela.
- Ok, o que temos? Perguntei parando ao lado do detetive, que estava tomando nota no celular.
- O nome da vítima é Mark Twan, vinte e três anos, residente desse bairro. A mãe disse que estava demorando para voltar do trabalho. Disse apontando para a senhora chorando abraçada uma jovem. - Ela ligou, mas ninguém atendeu. Explicou o homem, sem desviar a visão do celular. - Era um bom homem.
- O que está feito, está feito. Só nos resta achar o assassino. Me aproximo do corpo ensacado junto ao legista. - Como está nosso amigo?
- Em maus lençóis. O pobre coitado teve várias lacerações profundas pelo corpo, costelas quebradas, cortes nada rasos pelo peito, diversos hematomas espalhados do rosto aos braços e marcas de ligadura nos pulsos e tornozelos. Hora da morte, entre três e cinco da manhã. Nossa vítima foi torturada até a morte. Recordou a mulher morena, com um olhar para a vítima. - Quem fez isso com você meu querido? Falou ela para o cadáver, acariciando seu rosto desfigurado levemente.
- Ao que tudo indica, nosso culpado teve tempo. Olhei para a moça. - Bom trabalho doutora. Ela assente em resposta.
- E pelo visto foi premeditado também. Ae aparece atrás de mim, com a mão no bolso e outra no aparelho. - Acharam o local do crime primário. Um galpão abandonado, não muito longe daqui. Eles estão esperando ordens, chefe. Ae falou, parecendo estranho.
- Mande fazer o procedimento padrão e me mantenha informado. Indiquei uma direção aleatória com a cabeça.
- Sim chefe. Ele sai para o canto com o celular na orelha.
*** A tarde...
Depois de conversar com alguns policiais, acabo por saber que ele era funcionário de uma empresa muito famosa. Com isso, podemos ir até o local, seguindo em base de que a secretária do chefe foi a ultima a ve-lo com vida. Depois de todo esse escândalo, fomos obrigados a abafar o caso da mídia, já que iria manchar a imagem daquela empresa. Francamente, esse chefe é idiota demais. Mas é escolha de cada um.
Chegando no destino desejado, adentramos no local e nos dirigimos para jovem mulher na recepção.
- Em que posso ajudar senhores? Perguntou ela, com os cantos da boca um pouco levantados.
- Sou o Tenente Cantaloupe Rathan e este é o agente especial Aegle Saint. Mostramos nossos distintivos.
- Viemos conversar com você sobre um funcionário em específico. Completou Ae, com as mãos nos bolsos.
- Oh, e-está falando do senhor Mark? S-sim eu me lembro dele, m-mas.... Ela é interronpida por uma voz muito conhecida.
- Não diga mais nada Bow. Falou alto, o homem que tanto atazanou minha vida, aquele que não merece misericórdia... novamente. - Devo dizer que estou muito aborrecido por não o primeiro a saber da morte de um funcionario meu. Arrumou os cabelos enquantoseu tom esnobe e superior ecoa pelo cômodo.
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- Você... de novo... Paralizo. Meu corpo não mexe, mas os olhos marejam de ódio e os punhos se serram.