thirteen

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Depois do corpo na quadra da escola e no parque, foram descobertos outros dois corpos. Todos tinham ferimentos de garras e o departamento decidiu que aquilo tinha sido um ataque animal, mesmo todos na cidade estarem cientes de seres sobrenaturais estarem as estreitas, a polícia continua encobrindo e falando que tudo havia sido obra de um animal que havia migrado para a área de Beacon Hills, talvez para proteger a cidade da multidão que haveria caso o mundo todo descobrisse. O problema era que, esses quatro corpos com rasgos de garras, não eram apenas humanos, eram seres sobrenaturais, três lobisomens e um coiote. Tinham sangue debaixo de suas unhas, e também bilhetes onde se lia "ha", o único diferente era o corpo que Liam e Nolan haviam encontrado. Além da palavra também estava uma carinha chorando de rir e estrelas.

— Essa pessoa tem algum complexo de Coringa ou o quê? — Alex resmunga para Liam mas ele quase não a ouve. Ele está mais focado nas luzes e sirenes.

A polícia estava fazendo o interrogatório de Nolan, Alex e Liam estavam em frente a entrada do parque, um policial havia dado uma capa de chuva para ambos. A imagem do telhado estava na cabeça do beta, aquilo tudo tinha sido apenas uma distração, mas para o quê exatamente? Liam podia ter pulado e morrido no momento em que a voz no telefone o mandasse fazer isso, não seria mais simples apenas matar seu inimigo e vencer? Não. Não quando o objetivo do inimigo não é vencer, e sim se divertir. A pessoa no telefone havia dito que tudo era um jogo, e que começaria no momento em que ele e Nolan entrassem no parque e achassem o corpo. Havia um bilhete em cada pessoa encontrada, sobre risadas, Alex acabará de dizer algo sobre um Coringa.

Foi impossível não se lembrar da risada de seu pai. Dizem nos filmes que a risada do Coringa é contagiosa, e parecia ter sido exatamente o que tinha acontecido com seu pai. Liam se lembra que não fazia ideia do que estava acontecendo, o filme havia acabado de terminar e então, seu pai começou a rir. Ele riu e chorou de rir, até ficar sem fôlego. É tudo que Liam se lembra daquele dia, até o filme em si estava ofuscado em sua mente.

— Liam, seus olhos — Alex puxou seu braço e então abaixou sua cabeça com certa força — Acho que o efeito daquela bebida está passando.

A caminhonete de Theo estava logo atrás dos dois, o beta tirou a capa de chuva que estava usando e entrou pela porta do passageiro do automóvel. Suas garras cresceram, Liam fechou os olhos e encostou a cabeça no painel do carro. A chuva do lado de fora parecia granizo dentro de sua cabeça e o interior da caminhonete tinha o aroma de Theo, roupas molhadas e alguma – ou algumas – coisas velhas. O mais velho puxou sua camisa para trás, quase o sufocando, e então abriu o porta-luvas. O abafador de sons estava ali.

— Não vai durar tanto tempo dessa vez — diz Theo.

Liam não falou ou respondeu nada. Demorou alguns minutos até Nolan e Alex aparecerem, aparentemente o garoto tinha esquecido de seu arco-flecha enquanto a polícia estava quase chegando e teve que esconder em algum lugar, já que havia um corpo bem a sua frente e mesmo se o arco-flecha não tivesse sido a arma do crime, continuava sendo uma arma. Nolan e Alex não falaram sobre isso mas o garoto estava carregando seu instrumento então parecia que tudo tinha dado certo. Theo os deixou na clínica veterinária já que o carro de ambos estava lá. Estava a caminho da casa de Liam quando o beta finalmente falou.

— Vamos para a escola — Theo não questionou.

Tendo uma ideia do que Liam queria na escola, Theo estacionou perto do campo de lacrosse. A chuva tinha diminuído consideravelmente. O mais velho foi em direção a arquibancada enquanto Liam pegava sua raquete. O que ele não esperava era que as luzes do escritório e do vestiário estivessem acessas. Ele entrou em silêncio.

— Eu treinei muito em Beverly Hills e fui capitã do time por dois anos seguidos. Eu sei que devia esperar até o próximo semestre quando as vagas para o time abrirem de novo mas, eu tenho que jogar, pai — era a voz de uma garota — Ano que vem vai ser meu último ano, e se alguma faculdade vir me ver, o tempo que fiquei no time vai ajudar muito na escolha deles e talvez eu consiga uma bolsa. Eu posso falar com os jogadores eu mesma se você preferir... eu só.. eu tenho que jogar.

trust • thiamHistórias para pegar e não largar. Descubra agora