A caverna onde as crianças estavam, Nero pode sentir a pesada mana que era emitida lá de dentro. Mas aquela sensação de que algo ruim estava prestes a acontecer lhe atormentava. Seu coração batia forte, enquanto cada batida fazia uma dor maior a deixar pensativa e desnorteada. Mas olhando para o lado e vendo que Asta estava lá aquilo a acalmou um pouco.
— Me escutem, vamos entrar e todo o foco será em resgatar a Marin...— Antes que o mago falasse algo, Tereza o acertou com força o fazendo se calar. Ele estava preocupado mas diferente de Nero o mesmo não se importava em demonstrar aquilo abertamente em suas expressões corporais, voz e mana. Ela olhou para aquele lugar uma sensação nostálgica transplantado por seu corpo.
— Gauche-senpai, vai dar tudo certo.— Asta falou em um tom calmo, enquanto olhava para a entrada do lugar, algo nostálgico lhe passou pela mente. Enquanto o sentimento de entrar naquela caverna, onde as crianças estariam lhe deixou de certa forma inquieto.
—Vamos devagar, eu vou na frente e vocês me sigam garotos.— Tereza falou enquanto puxava as barras da saia para cima, enquanto avançava para dentro, sendo seguida pelos jovens. Tereza tinha um grande conhecimento de batalhas, além de ser a única que tinha a mente mais calma naquele momento. Ela sem dúvidas já foi uma combatente poderosa.
Para piorar o desconforto de Nero eles venceram com certa facilidade um mago que usava a magia da neve e uma maga chamada Sally.
Agora ele tinha um olhar preocupado, pois a sensação de que algo estava para dar errado. Mas agora ela estava se concentrando mais em acalmar as crianças, já que muitas estavam totalmente agitadas e com certa dificuldade em se acalmar. Ela não os culpava, pois os mesmos foram retirados de suas casas no meio da noite e agora estavam lá, em um lugar estranho onde magos lutaram. Neri se via perdida em acalmar um grupo, enquanto seus olhos estavam mais fixos em Asta que tudo. O rapaz estava em meio às crianças e realmente levava mais jeito com elas que a próprio jovem de cabelos negros. As palavras de Rebecca e Noelle sobre o rapaz, ser um bom pai no futuro ser verdade, a dor tomou seu peito, enquanto a sensação de que algo fosse dar errado a deixava tonta.
— Conta uma história.— uma das crianças falou, em um tom quase choroso enquanto se agarrou a barra do vestido de Nero, que voltou seus olhos aos jovens, alguns eram da parte mais nobre da cidade, outros apenas plebeus com grandes quantidades de mana. Mas o pedido veio a calhar uma forma de mandar sua mente para longe de seus próprios pensamentos. Nero deu um olhar como se estivesse tentando se lembrar de algum conto que ouvia quando criança, e apenas um que já era antigo no tempo em que ela era nova veio à mente. Parte dela se perguntava se ele tinha passado a frente contando de pais para filhos, de empregadas aos jovens nobres, por quinhentos anos até os dias de hoje, mas era um que ela gostava.
— Bem, ele é um pouco curto mas posso , tudo começa a muito, tempo atrás muito mesmo.— Ela falou em um tom mais animado enquanto alguns outros jovens pararam de fazer o que faziam para dar atenção a voz da mesma. Era estranho ouvir falando em um tom mais alto que o normal, ainda mais ela que era uma pessoa de poucas palavras.
— Há muito tempo ?— A irmã de Gauche salta dos ombros de seu irmão animadamente, para ouvir o conto . Talvez pela curiosidade , todos se reuniam para ouvir o conto . Um que não começou com o notório era uma vez, com um muito tempo atrás. Nero as olhou, se sentindo um pouco incomodada com a atenção. Grande parte de sua juventude ela ficou à sombra de sua família, e após completar seus quinze anos foi colocada como uma serva, sem nem um privilégio a sua herança como um nobre e posta para cuidar do príncipe de Clover. Ela por muito tempo por exatos três anos ficou sobre a sombra do mesmo, sem nunca destacar ou chamar sua atenção para nada, mesmo ele falando que ela é incrível.
