CAPÍTULO 5

2K 143 41
                                        

Caique

Estou no restaurante jantando com o Renato.

- A neta da Ana é bonita?

- Mais do que deveria.

- Hum... já é de maior pelo menos?

- Quase, tem 17 anos, apesar da idade é uma linda mulher, mas hoje me deu um susto da porra gritando com o piá pela casa, parecia uma criança.

Ele ri e comenta:

- Você e sua falta de paciência.

- Eu até que fui bem paciente com eles, se ela fosse outra pessoa com certeza não estaria viva agora, ja teria saído do escritório atirando sem nem perguntar o motivo do alvoroço.

- Cara, você é maluco. Tudo pra você é matar.

- Aprendi assim, cresci num ambiente onde matar é tão normal quanto respirar.

Ele balança a cabeça negativamente e comenta:

- Sabe que não gosto desse teu lado, você é uma boa pessoa mas diz essas barbaridades como se não fosse nada, eu as vezes fico em choque com a sua frieza.

Resolvo mudar de assunto, Renato é um dos poucos amigos que tenho e não quero aborrece lo.

- Você e a Thaís estão saindo então? É sério?

Ele sorriu:

- Acho que sim. Estou curtindo bastante, estou pensando em tornar oficial, pedir em namoro... essas coisas que as mulheres gostam sabe.

- Quem é você? Cade meu amigo Renato o garanhão?

- O Renato continua aqui, mas o garanhão se aposentou e espero que pra sempre.

- Caralho! Ela te laçou mesmo hein cara, quem diria, só ficamos eu e Júlio nessa vida boêmia.

- Você até que não muito, mas Júlio tem doutorado em safadeza, literalmente um doutor safado.

- Cara acho que ele ja comeu todas mulheres acessíveis dessa cidade e agora está tendo que investir nos caras. O que foi aquilo no sábado passado? Ele saiu do bar em que estávamos agarrado naquele cara.

_ Sim, ele fica com homens também, o pau dele não é seletivo.

_ Que filho da puta...

Nesse momento meu celular acende indicando que o alarme de minha casa disparou. Renato para de comer e me olha preocupado. Eu abro o aplicativo da câmera da porta e vejo Nicola e o irmão mexendo nos códigos da porta tentando desligar o alarme, puta que pariu vou matar essa garota. Pego o dinheiro jogo na mesa, Renato conhecendo o meu temperamento me olha receoso.

- Quer que eu vá com você?

- Pra que? Já não basta eu estragar minha noite?

- Vai com calma Caique, por favor se contenha.

- Vou dar uma surra de pau naquela destrambelhada, só assim pra eu não chegar esganando ela.

Renato ri, eu desligo o alarme pelo celular e saio do restaurante ligando para o segurança do condomínio, ele atende no primeiro toque.

- Já ia te ligar doutor.

- Só pra avisar que a garota é minha convidada. Veja se está tudo bem, eu já estou chegando.

O manobrista trás meu carro, entro no carro já ligando para o delegado.

- Doutor Macedo?

- Doutor Carlos Henrique? Já mandei três viaturas pra sua casa.

POR VOCÊ Histórias para pegar e não largar. Descubra agora