NICOLA
Entro em meu quarto praticamente correndo, percebi que o Caique ficou excitado quando o abracei, mas ao contrário do que pensei, não entrei em pânico. Muito pelo contrário, senti uma quentura e uma parte específica do meu corpo inexplicavelmente encharcou. Corri de perto dele pois o único ato sexual que conheci na minha vida foi cruel, chegou a ser aterrorizante, não sei se um dia vou querer ter uma experiência sexual novamente, até hoje não esqueço a dor, medo e humilhação que senti.
Deito ao lado do meu filho que dorme como um anjinho na cama. Olhando pra ele me lembro como foi quando descobri que estava grávida, tinha passado uns meses depois que Otávio tinha me violentado, não estava mestruando mas nem me atentei a isso, eu era novinha e muito inexperiente, simplesmente achei que não engravidava na primeira vez, minha mãe não conversava sobre isso comigo e quando eu disse a ela o que aconteceu ela disse que isso era culpa minha por eu ser tão oferecida, se eu deixei ele entrar pra dentro de casa era porque eu o queria, me senti um lixo, na hora achei mesmo que ela estava certa mas eu confiri nele. Enfim, eu me assustei quando senti meu filho se mecher dentro de mim, nunca tinha sentido aquilo, achei que estava doente e pedi que ela me levasse ao posto de saúde.
No postinho depois da descoberta da gravidez fiquei completamente sem chão, eu sabia que minha mãe iria surtar, aliás ela soube interpretar muito bem uma mãe compreensiva na frente do médico ao descobrir que sua única filha estava grávida aos 14 anos, mas chegando em casa ela me deu uma surra tão grande que não sei como o meu bebê sobreviveu, aliás não sei como eu sobrevivi.
Minha mãe surtou de um jeito que nunca vi, e por mais que eu tentasse me justificar dizendo que o Otávio me violentou ela continuou me culpando e dizendo que eu deveria ter me prevenido ja que queria transar. Meu pai ficou bastante chocado também mas disse que me ajudaria no que fosse preciso.
Eu fiquei sem chão, confesso que no começo rejeitei meu filho e cheguei a pensar num jeito de tirar ele de mim, mas conforme ele se mexia dentro de mim parecendo conversar comigo, consegui mudar de idéia a tempo. Passei a amar ele incondicionalmente, ele assim como eu não tinha culpa de nada. Sei que muitas num caso tão traumático como esse rejeitam, abortam ou até doam os filhos, não julgo mas no meu caso vejo como se meu filho fosse mandado pra aplacar a minha dor, se não fosse por ele acho que teria desistido inclusive de viver, em momento nenhum minha mãe me apoiou. Ela deixou bem claro que a responsabilidade do meu filho seria inteiramente minha, ou seja, os gastos. Eu sabia fazer unha ai comecei a trabalhar com isso, a parte difícil foi quando minha barriga começou a crescer pois passei esse período todo em casa, ela conseguiu atestado pra justificar minhas faltas na escola e eu fiquei trancada em casa sem poder trabalhar pra concluir o enxovalzinho do meu bebê, mas o mais essencial consegui comprar e meu pai me ajudou bastante também.
Otávio nunca soube da minha gravidez, pois terminou o ano letivo antes mesmo de eu saber que estava grávida e ele se mudou, desde então nunca mais o vi. Mas é ótimo que ele não ficou sabendo, não quero aquele monstro perto de mim ou do meu filho.
Pensando nisso acabo dormindo e acordo com meu filho me cutucando.
_ Bom dia meu bebê.
_ Bo dia Nica. To com fome.
Ainda sonolenta olho a hora e vejo que ele acordou praticamente no horário combinado com o Caique pra ir buscar minha vó.
- Vamo Nica, acorda. Tô com fome.
Rafael ja acorda morto de fome, nunca vi.
_ Vamos tomar um banho primeiro tá bom? Depois a gente toma o café da manhã e vai ver a vovó.
- Mas eu tô com muita fome Nica.
- Eu também, mas a gente precisa tomar um banho primeiro meu amor. Vamos logo, quanto mais a gente conversa mais tempo demoramos.
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POR VOCÊ
Romantik( Não recomendado pra menores de 18 anos, linguagem inapropriada, cenas de sexo explícito) Um romance entre um milionário e a neta de sua empregada teria tudo pra ser clichê. Teria se não fosse a vida complicada de ambos. Ela foi estuprada na adole...
