CAPÍTULO 13

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CAIQUE

Essa mulher não tem certeza de nada ainda e ja quer foder com o psicológico da garota, eu até apoio que ela tem que saber. Mas não podia pelo menos esperar até amanhã?

Ela aperta uma mão na outra visivelmente nervosa e olha pra mim.

- A Ana está nervosa Nicola, eu vou ajudar ela falar mas ja aviso que ninguém tem certeza de nada. Sua mãe saiu do Haiti com destino ao Brasil a duas semanas atrás, sua vó acha que seu pai tem alguma participação no sumiço dela.

_ Como assim? O que você acha que aconteceu vó?

Nicola está de olhos arregalados encarando a vó e a mesmo chora de cabeça baixa parecendo pensar no que falar.

_ Eu acho que ele a matou filha.

Nicola põe as duas mãos na boca e se levanta assustada da mesa.

- Não. Porque você acha isso? Meu pai não faria isso.

Começa a chorar, eu peço pra ela se acalmar, me levanto da mesa e a abraço.

- Fica calma Nicola.

Ela chora e se gruda em mim de um jeito que até dói, mas deixo. De repente ela se solta e se volta pra vó.

- Você tentou ligar pra ela ou pra ele vó? Eu liguei pra ele mas ele nem tocou no nome dela. Porque ele faria isso? Ele não é um assassino.

- A sua mãe iria falar com ele que queria se separar, ela me disse isso a última vez que falei com ela.

- Porque ela queria separar?

- Ela tinha se apaixonado por outra pessoa.

- Vó, ela não está morta. Meu pai não faria isso.

Ana fica em silêncio olhando pra neta, eu diria que é um olhar de pena.

- Se ele não a matou terá que dizer onde ela está, eu não vou sossegar até que descubra o que ele fez com a minha filha.

Ana diz com determinação.

- E tem mais, eu tenho um tumor maligno no cérebro e não sei quanto tempo tenho de vida.

Ana diz com lágrimas nós olhos, quando olho pra Nicola só dá tempo de amparar ela antes que caia no chão e se machuque.

NÍCOLA

Ouço um barulhinho irritante de um bip, abro os olhos mas a claridade me faz fechar de novo, abro novamente e me deparo com um quarto branco, estou sendo monitorada pelo aparelho que faz o som irritante, olho pro lado e está Caique de olhos fechados no sofá. Eu vim parar no hospital?

Me mexo na cama e ele já me olha e vem ao meu encontro.

- Que bom que acordou linda, eu estava preocupado.

- O que aconteceu?

- Você desmaiou quando soube da doença de sua vó.

Começo a me lembrar e já quero chorar, ele passa as mãos em meus cabelos e pede.

- Não chora linda, não gosto de te ver assim.

- Minha vó vai morrer, meu pai vai ser preso porque minha mãe sumiu, o que está acontecendo? Tirando a parte boa de ter te conhecido, parece que estou num pesadelo.

- Fica calma, não se preocupe com isso agora, eu vou pedir pra um médico amigo meu avaliar a Ana, vamos fazer de tudo tá bom? Não quero que se quebre desse jeito, ela e seu filho precisam de você agora.

- Você tem razão. Onde eles estão?

- Em casa, ela ficou desesperada com o seu desmaio mas eu a convenci a ficar em casa, a sorte é que o Rafael já estava dormindo e não viu nada. Vou chamar o médico pra te avaliar e quem sabe te liberar pra ir pra casa.

POR VOCÊ Histórias para pegar e não largar. Descubra agora